Pablo Osvaldo concedeu entrevista ao jornal Marca e explicou porque optou por deixa o futebol.
Pablo Osvaldo deixou o futebol para se dedicar à música e os primeiros passos da banda que criou, os “Barrio Viejo” não estão a correr mal. O antigo avançado do FC Porto concedeu uma entrevista à Marca, depois de um verão a dar concertos em Barcelona, abordando os exemplos de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo e estabelecendo as diferenças para ambos.
“Não gostaria de ser Messi. Gostaria de jogar como ele”, afiançou Osvaldo, prosseguindo: “Viveria numa prisão de ouro, não podia estar à vontade a beber um copo. Talvez isso não lhe faça diferenças, mas a mim faz. Nesse aspeto não te sentes em casa. Para que queres um Ferrari se demoras 15 minutos a fazer o caminho entre casa e o campo de treinos? Nunca me importei com dinheiro, mas também gastei algum em coisas estúpidas. E agora também, mas mais baratas”, atirou o internacional italiano.
“Na minha carreira houve trabalho. Sempre me magoou saber que, por gostar de rock & roll, era visto como um desleixado. ‘De certeza que se embebeda e se droga’, diziam. Não tem nada a ver. Treino melhor do que os outros, se assim não fosse não tinha passado 10 anos na Europa e não teria chegado à seleção de Itália. Alguns vivem o futebol a 100 por cento, mas eu não queria isso. Cristiano Ronaldo não nasceu um génio como Messi. É uma máquina, tem mais esforço do que talento, mas tem o mesmo valor. Cristiano chega a casa e faz 150 abdominais, eu acendo o lume para o churrasco”, rematou Osvaldo.
O ex-jogador, de 32 anos, representou o FC Porto em 2015/16. Realizou apenas 12 jogos pelos dragões, apontando um golo.
Fonte. Ojogo.pt