1. O FC Porto derrotou o Vitória de Setúbal por 2-0 e subirá um ou dois lugares na tabela classificativa. Este era um teste difícil para os portistas porque os três pontos eram obrigatórios. O FC Porto não podia deixar os adversários distanciarem-se, tinha de vencer e, se possível, sem sofrer golos. Esse desafio foi superado com sucesso e pode fazer crescer os índices de confiança.
2. A vitória foi justa mas foi muito sofrida. O FC Porto marcou cedo mas depois foi incapaz de alargar a vantagem. A equipa jogou em baixa rotação e acabou por convidar o Setúbal a atacar mais e a aproximar-se da área de Iker Casillas, que, com duas magníficas defesas, impediu o empate e deixou a equipa em condições de mais tarde fazer o segundo golo, aumentar a vantagem e assegurar a vitória. O resultado é justo, mas a exibição foi acinzentada.
3. O início da temporada não está a corresponder ao que se esperava. Não em termos de resultados, quase todos aceitáveis com a excepção do jogo com o Vitória de Guimarães, mas em termos exibicionais. Quando se esperava um aprimoramento em relação à temporada passada, e depois da excelência da primeira jornada, eis que a equipa baixa o seu rendimento – menos intensidade, menos dinâmica, menor capacidade de pressão, dificuldade em progredir com a bola, incapacidade para segurar algumas vantagens justamente conquistadas – e tarda em reencontrar-se.
4. O treinador mostra-se confiante na equipa e na sua capacidade para subir de rendimento. Já afirmou várias vezes que a pré-época e o início de temporada levantaram mais dificuldades do que as esperadas, e a realidade é que o plantel só estabilizou a 31 de Agosto e que as lesões têm dificultado muito a solidificação de um onze, mas que a equipa rapidamente recuperará os níveis a que nos habituou. Para ultrapassar este período menos bom e de alguma falta de confiança, julgo que o melhor seria reforçar a casa das máquinas com a entrada de um terceiro elemento para o meio-campo. Na minha opinião, esse homem seria Sérgio Oliveira: sabe ter bola, tem chegada à área, tem boa visão de jogo e tem capacidade de remate.
5. Ainda em relação a este jogo: bem Aboubakar a aproveitar a única oportunidade de golo de que dispôs (e aí vão 4 golos marcados em 5 jogos no campeonato que lhe dão a co-liderança da lista de melhores marcadores); Militão a afirmar-se como peça nuclear da defesa; Sérgio Conceição a ler bem o jogo e a fazer as substituições certas; grande entrada de Sérgio Oliveira a mexer com o jogo, a fazer a equipa subir e a marcar; uma menção honrosa para os 200 jogos de Herrera de Dragão ao peito, mas a ter de subir rapidamente de rendimento. A equipa precisa dele.
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