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Herrera não pode ser igual a Marcano e Reyes

A SAD não quer correr com Herrera o mesmo risco que correu com Marcano e Reyes, que podem sair a custo zero no final da época, e o mexicano quer retribuir o carinho do clube.

O FC Porto já deu um primeiro passo no sentido de renovar o contrato de Herrera, que termina a 30 de junho de 2019. A sociedade azul e branca pretende evitar a todo o custo passar novamente por uma situação idêntica à de Marcano e Diego Reyes, que podem sair a custo zero no final da temporada, e – sabe O JOGO – já falou com o médio e o seu representante sobre o assunto. Da conversa resultou uma ideia comum: há abertura por parte das duas partes para prolongar a ligação, mas ficou decidido adiar uma discussão mais definitiva sobre o tema para o final da época, porque neste momento a concentração de todos vai para a conquista do título, algo que o internacional mexicano nunca logrou desde que chegou ao Dragão.

No fundo, a atitude da SAD mais não foi do que a demonstração de interesse em segurar um jogador que, no entender dos portistas, tem tido um comportamento exemplar ao longo de cinco temporadas. Herrera é o elemento mais antigo do plantel, carrega no braço esquerdo a braçadeira de capitão e tem demonstrado com Sérgio Conceição a sua melhor versão, ao ponto de já ter sido associado, por exemplo, ao Milan. Essa, aliás, foi outra das razões que levou as duas partes a optarem por falar novamente no fim das competições, porque estarão muitos olhos colocados no Mundial da Rússia e o mexicano, salvo uma lesão indesejada, terá a possibilidade de cativar alguns pretendentes.

Certo é que o FC Porto não voltará a correr o mesmo risco que correu com Marcano e Reyes. A SAD não quer e Herrera também não deseja deixar o clube dessa forma, depois de este lhe ter aberto as portas da Europa e de o ter brindado com um Dragão de Ouro. El Zorro já confessou por diversas ocasiões que se sente bem em Portugal, recentemente adquiriu uma residência em Vila Nova de Gaia e em entrevista a O JOGO até admitiu que gostaria de ficar a viver no país quando terminar a carreira. Logo, não faltam condições para que o processo de renovação decorra de forma simples e eficaz.

Até lá, porém, é no relvado que Herrera pretende ter a cabeça. O capitão portista tem sido uma das peças-chave da boa campanha da equipa e, na próxima jornada, com o Boavista, voltará à titularidade, depois de dois jogos na bancada: um para ter algum descanso (Liverpool) e outro por castigo (Paços de Ferreira). Mesmo assim, procurou estar sempre perto dos companheiros e, no domingo, trocou a televisão por uma deslocação à Capital do Móvel, onde os azuis e brancos sofreram o primeiro desaire no campeonato.

O encontro do Dragão será o oitavo dérbi da Invicta em que participará Herrera, mas, curiosamente, é dos embates no Bessa que tem melhores recordações. Em 2015/16, quando o FC Porto venceu o vizinho por 5-0, o mexicano assinou um golo; esta época, na primeira volta, fez uma assistência no triunfo por 3-0. Sábado, pode começar a escrever uma nova história em casa.

Fonte: Ojogo.pt


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