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“Não vínhamos preparados para o vento e para os cantos”

Treinador do Sporting admite que vento foi fator determinante na partida

Análise ao jogo: “Foi jogo atípico. Preparámos o jogo com cuidado, mas não estávamos preparados para o vento. A qualidade da equipa do Estoril nos cantos na primeira parte criou-nos alguma dificuldade e o golo do Estoril fez com que Sporting tivesse de arriscar mais. Mas gostei da primeira parte. Sporting teve muitas situações para fazer golo. Não foi equipa concretizadora. Com o 2-0, o Estoril teve mais situações, mas segunda parte não foi igual à primeira. O Sporting jogou mais com coração, menos ideias. Tentei modificar com entrada de jogadores, para dar velocidade ao jogo. Perdemos num jogo que nunca pensámos que podíamos perder. Mas o futebol é isto. Temos de estar preparados para as vitórias, mas para estes jogos que nos surpreendem e que são fora daquilo que estamos habituados. Os jogadores do Sporting correram na primeira parte, a equipa foi agressiva, teve velocidade, foi à procura do golo. Mas o Estoril é que fez os golos. Foram muito perigosos nos cantos e marcar primeiro foi fundamental para a confiança deles.”

Derrota pode trazer repercussões? “O Estoril foi um justo vencedor. Não tem culpa de algumas situações em que Sporting não estivesse tão bem. Ficámos com menos três pontos. Mais nada. Não tem repercussões. Só os três pontos. Continuamos na luta. Não vejo onde é que a derrota possa ser mais que uma derrota. É o 38º jogo do Sporting. É a primeira derrota em Portugal. Perdemos três pontos. Até hoje não sabia o que era perder em Portugal. A derrota não beneficia ninguém. Deixa a equipa combalida, nestas primeiras horas. Derrotas não moralizam. O que moraliza são as vitórias.”

Videoárbitro: “Analisou os lances que tinha de analisar. O VAR veio para acrescentar verdade. Não é hoje por ter perdido que
vou dizer que o VAR não esteve bem. O VAR tem sempre mais possibilidade de qualificar situações de jogo que o próprio árbitro. É para ajudar o árbitro.”

Vento: “Influenciou, assim como qualidade dos batedores de cantos. Devem treinar isto “N” vezes e não vínhamos preparados para estes cantos fechados, com o vento. E isso determinou o resultado. Tivemos 10 cantos na segunda parte e não conseguimos fazer o que Estoril fez na primeira parte.”

Fonte: ojogo.pt


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