Cláusula de rescisão do titular vai subir, mas o mercado deve levá-lo no fim da época. E daí uma alternativa tão conceituada.
A contratação de Jorge no penúltimo dia do mercado de verão obedeceu a uma estratégia bem mais larga do que apenas a época que agora começou. Zakarya esteve para ser contratado ao Belenenses para ser alternativa a Alex Telles, numa lógica imediata que Jorge… contraria. A lesão do marroquino e a oportunidade do Mónaco ceder o brasileiro mudou o paradigma da SAD e ofereceu-lhe a possibilidade de acautelar no imediato as duas situações: o presente e o futuro. Conceição aprovou logo o nome do brasileiro que na época passada foi indiscutível com Leonardo Jardim. E ainda que a cláusula de opção esteja cifrada perto dos 10 milhões de euros, o FC Porto não terá problemas em acioná-la se Jorge confirmar as credenciais que já o levaram à seleção do Brasil e Alex Telles acabar mesmo por ser vendido, como a maioria desconfia.
No mercado de verão, Alex foi um dos jogadores mais cobiçados do mercado português. Pinto da Costa rotulou-o de intransferível no dia em que vendeu Ricardo ao Leicester, mas a cláusula de rescisão de 40 milhões de euros quase não era suficiente para o garantir. O Bayern de Munique e a Juventus aproximaram-se dos 35 milhões de euros e dispuseram-se a pagar uma quantia que nunca o FC Porto faturou com um lateral. Depois falou-se de Real Madrid e Chelsea, embora sem abordagens tão concretas. A possibilidade de algum dos clubes bater a cláusula é cada vez mais real e os azuis e brancos quiseram precaver-se por antecipação, integrando Jorge, um lateral também muito ofensivo e com características e um passado muito prometedores. Além disso, depois de uma época completamente adaptado ao futebol português, o também brasileiro estará em condições para render Alex sem perda de rendimento. Esse é o entendimento da estrutura portista.
Mesmo assim, a intenção é segurar Alex Telles o máximo de tempo possível. E daí a renovação que se pretende. Se no verão quase pagaram 40 milhões por ele, “basta” uma época ao nível da anterior e um FC Porto ganhador para que a cotação continue a subir. Se a Liga dos Campeões correr bem, nada garante que a blindagem atual baste para o manter em janeiro. A SAD vai oferecer, por isso, um novo contrato ao rei das assistências. A duração do vínculo atual (2021) mantém-se confortável e o grande objetivo é mesmo subir a cláusula para garantir que o brasileiro fica pelo menos até ao final da época. Isso obriga, naturalmente, a um aumento salarial, mas há disposição do jogador para dar esse passo e o acordo até pode estar para breve.
Fonte: Ojogo.pt