No campeonato, os portistas não sofreram ainda qualquer golo na primeira parte, mas já vão em cinco depois de voltarem dos balneários. Sérgio Oliveira foi o quarto a marcar como substituto
Ao oitavo jogo do FC Porto há duas tendências que se confirmam. E uma até compensa a outra e vai garantindo que a equipa continue a somar, mesmo com jogos mais difíceis do que os da época passada e exibições bem menos convincentes.
A primeira tendência é a de que as primeiras partes do dragão são bem melhores do que as segundas. Tem sido assim, nos resultados e na nota artística. O jogo em Setúbal até nem tem expressão numérica a esse nível (1-0 em cada um dos períodos), mas em termos exibicionais sim, o FC Porto caiu muito após o intervalo e esteve à mercê do golo do empate, antes de Sérgio Oliveira saltar do banco para matar o jogo. Aliás, essa diferença entre períodos tem acontecido com frequência e causado até alguns dissabores. O maior de todos – e o único que roubou pontos – sucedeu contra o V. Guimarães. Os dragões foram a ganhar 2-0 para os balneários, mas terminaram o jogo com derrota em casa, primeira de Sérgio Conceição na Liga. Na semana anterior, o Belenenses provocara um susto do género, mas Alex Telles lá devolveu a vantagem mesmo no último minuto. O mesmo esteve para acontecer noutras ocasiões, mas as substituições têm acrescentado valor e golos. Mas já lá vamos.
No resumo dos oito jogos disputados até ao momento, o FC Porto conta dez golos marcados e apenas um sofrido nos primeiros 45″. E esse foi para a Supertaça, o que dá folha limpa no campeonato. Já após o intervalo, o FC Porto marcou os mesmos dez golos, mas sofreu seis. Da dezena de golos faturados, cinco vieram do banco, o que confirma a importância de quem se senta ao lado de Conceição e a astúcia que o técnico tem tido na hora de mexer. Sem esses cinco tentos, os dragões poderiam ter um pecúlio negativo nas segundas partes. “Mas isso nunca se saberá com rigor.
Corona, que entretanto parece ter-se apagado, foi o primeiro a saltar do banco para matar. Fê-lo contra o Aves, na Supertaça, após passe de Óliver, outro substituto utilizado. Esse terá sido, aliás, o único jogo em que os dragões foram claramente superiores na segunda metade do jogo. Com o Chaves, na Liga, o mexicano voltou a entrar para marcar. Marius, avançado do Chade, fez o mesmo. Seguiu-se mais uma ação decisiva contra os transmontanos, mas na Taça da Liga. O herói momentâneo foi Hernâni, mas os flavienses repuseram o empate pouco tempo depois. Por fim, Sérgio Oliveira em Setúbal, no tal golo que gelou a ousadia dos sadinos, que se batiam para empatar e levaram com um enorme balde de água fria.
Sexta há jogo com o Tondela. E Conceição até preferirá não ter de mudar para arrebitar.
Fonte: Ojogo.pt