As críticas tocam duas das três equipas que estiveram sexta-feira à noite no Estádio do Dragão. “Infelizmente, no futebol não falta gente que odeia o futebol. E quem odeia o futebol procura transformar um jogo em que supostamente se enfrentam duas equipas para disputar uma bola e tentar introduzi-la mais vezes do que o adversário na baliza contrária numa coisa bem distinta, em que onze atletas jogam à bola e os outros tentam apenas que não haja jogo enquanto passa o tempo até ao apito final. E, para isso, vale quase tudo: reposições lentas, lesões simuladas, assistências médicas prolongadas. Ontem, no Estádio do Dragão, o ódio ao futebol superiorizou-se ao futebol”, pode ler-se no que surge como uma clara crítica ao que já ontem clube, Sérgio Conceição e do adjunto Vítor Bruno.
Posto isto, o FC Porto vira atenções para a arbitragem do árbitro Vítor Ferreira. “Claro que é preciso introduzir outro fator nesta equação. O ódio ao futebol só pode vingar quando a arbitragem é complacente com quem procura destruir o jogo. Foi o que se passou ontem. Na verdade, aconteceu algo pior. Para além de o antijogo ter sido placidamente tolerado pelo árbitro (que só não foi tolerante em relação aos protestos justos de Sérgio Conceição, expulso ao intervalo), ficaram dois penáltis claros por assinalar a favor do FC Porto, um em cada parte”, pode ler-se num texto que recorda ainda três frases da conferência de imprensa de Sérgio Conceição. “Tivemos entre 12 a 15 minutos de tempo útil de jogo na primeira parte. Cada reposição do guarda-redes demorava 20, 30 ou 40 segundos. O árbitro teve pouca mão no jogo”