Ação da SAD do FC Porto valorizou 186% num ano: de 1,05 para 3,00 euros
Enquanto o relatório e contas da FC Porto SAD mostrava um prejuízo de 21,1 milhões de euros, a bolsa contava uma história diferente. A ação da SAD começou o exercício a 1,05 euros e fechou-o, a 30 de junho de 2026, a 3,00 euros. É uma valorização de 186% em doze meses. No mesmo período, o PSI, o índice da bolsa de Lisboa, subiu 20%.
O pico foi em novembro
O máximo do ano chegou a 4 de novembro de 2025, quando o título bateu nos 4,18 euros. Desde então estabilizou acima dos 3 euros, mais do dobro do valor com que entrou na época. A capitalização bolsista da SAD, ou seja, o valor de mercado de todas as ações, quase triplicou: passou de 23,6 milhões para 67,5 milhões de euros.
O interesse dos investidores também se nota no movimento. O número de negócios subiu 96%, de 702 para 1.378, e o número de ações transacionadas cresceu 60%, para 500.111. O relatório sublinha que o número médio de ações por negócio diminuiu, sinal de que entraram mais pequenos investidores no título.
Quem manda na SAD
O capital da SAD está dividido em 22,5 milhões de ações. O Futebol Clube do Porto detém diretamente 74,59%, a que se somam as 54.269 ações pessoais de André Villas-Boas. Seguem-se António Oliveira, com 7,34%, e a Olivedesportos, dos herdeiros de Joaquim Oliveira, com 6,68%. O resto está disperso em bolsa.
A ação valoriza, mas o próprio relatório pede cautela: a liquidez de curto prazo «tornou-se mais exigente» e há 55 milhões de euros de obrigações a vencer em dezembro de 2026. A bolsa está a apostar no regresso à Liga dos Campeões e no título. A SAD, por sua vez, ainda tem contas para equilibrar.
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