Deco desmente pressão sobre Julián Álvarez e recorda veto de Pinto da Costa: «Disse-me para ficar mais um ano»
Se acompanhaste a última janela de transferências, sabes bem o turbilhão que envolveu o futuro de Julián Álvarez. O avançado argentino foi o grande alvo do Barcelona, viu o Atlético de Madrid recusar qualquer negociação e o ambiente em redor da «Araña» acabou por ferver. Agora, Deco veio a público pôr os pontos nos is: o diretor desportivo dos catalães garante que o clube da Cidade Condal nunca instigou o jogador a entrar em choque com os colchoneros e até puxou da sua própria vivência no FC Porto para explicar a situação.
A lição de Pinto da Costa no Dragão
Em entrevista à rádio catalã RAC1, Deco traçou um paralelismo curioso entre a encruzilhada de Julián e aquilo que viveu na pele enquanto futebolista nos tempos dourados da Invicta. Em 2003, o médio já tinha o interesse do Barcelona à espreita, mas Jorge Nuno Pinto da Costa fechou-lhe a porta de imediato.
«A mim, o presidente do FC Porto não me deixou sair para o Barcelona. Disse-me para ficar mais um ano e depois deixava-me ir. Fiquei e a minha obsessão era jogar bem. Por sorte, no meu caso, pude ir para onde queria», recordou o dirigente. O desfecho dessa história já todos conhecem: Deco permaneceu no Dragão às ordens de José Mourinho, conquistou a Liga dos Campeões em Gelsenkirchen e, logo a seguir, rumou a Camp Nou pela porta grande.
«O Barça não lhe pediu para falar publicamente»
O Atlético de Madrid não escondeu a indignação ao longo do verão, acusando os responsáveis catalães de abordagens indevidas e pressão mediática, sobretudo depois de declarações públicas do internacional argentino. Deco, no entanto, rejeitou em absoluto a tese de jogo sujo por parte dos blaugrana.
«Não quero falar mais sobre isso. Fizemos as coisas bem. Enviámos-lhes uma proposta e não houve resposta. Falou-se mais na imprensa do que aquilo que corresponde à realidade. Laporta já explicou que falou com eles de forma respeitosa e clara, e pronto», sublinhou Deco, recusando qualquer culpa: «Não podemos estar sempre com o mesmo assunto. Há mais uma questão de pressão social do que de realidade. O Barcelona não lhe pediu para expressar publicamente o desejo de sair do Atlético.»
Resposta em Anfield e o apelo do capitão
Depois de ter sido vaiado pelos próprios adeptos do Metropolitano no arranque da época, Julián Álvarez deu a melhor resposta no sítio onde as palavras não contam: o relvado. Na deslocação a Anfield para a Liga dos Campeões diante do Liverpool, o avançado voltou ao onze de Diego Simeone e brilhou ao oferecer o golo inaugural a Marcos Llorente, somando ainda duas boas ocasiões para faturar num jogo intenso que os ingleses acabaram por vencer por 2-1.
No rescaldo dessa partida em Inglaterra, o capitão Koke não hesitou em colocar um travão na polémica e pediu tréguas para com o internacional argentino: «Estamos muito cansados. É preciso dar espaço ao rapaz, que desfrute, que jogue. Todos têm de deixá-lo um pouco em paz porque fizeram um verão muito cansativo.» Para Deco, a mensagem entre linhas é igualmente direta: a melhor resposta de um craque preso a um contrato é fazer o que ele fez no Porto há vinte anos — comer a relva e jogar futebol.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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