Do cofre vazio aos 425 milhões: Villas-Boas explica como o plantel vai salvar as contas do FC Porto
Se achavas que o cenário financeiro que André Villas-Boas herdou no FC Porto era apenas cinzento, desengana-te: era negro como a noite. Num evento organizado pelo antigo médio portista Diego Ribas, na Invicta, o presidente dos dragões puxou a fita atrás e revelou sem rodeios a aflição dos primeiros dias no Dragão, explicando como a reconstrução desportiva se tornou a chave mestra para salvar a SAD do sufoco económico.
Oito mil euros na conta e 100 milhões para pagar
«Quando nós chegámos ao FC Porto a situação financeira era terrível: tínhamos oito mil euros na conta, 15 milhões para pagar em 15 dias e 100 milhões de euros em quatro meses», recordou o líder portista, pintando o retrato cru de uma tesouraria em rutura absoluta. A corda no pescoço obrigou a decisões difíceis a meio do percurso, numa altura em que a equipa não ia além do terceiro lugar.
A resposta imediata passou pelo bisturi no mercado de janeiro: Galeno rumou ao Al Ahli por 50 milhões de euros e Nico González seguiu para o Manchester City a troco de 60 milhões. Um encaixe relâmpago de 110 milhões que permitiu respirar, virar a página e lançar um projeto técnico novo com Francesco Farioli ao leme. «Entregámos ao treinador o maior mercado de sempre da história do FC Porto, investindo 100 milhões de euros em jogadores», destacou Villas-Boas.
A mina de ouro está no relvado
Esse investimento maciço não foi um capricho, mas sim uma estratégia calculada de valorização. Hoje, as contas do grupo de trabalho apresentam uma face totalmente diferente. Segundo Villas-Boas, o FC Porto detém agora o plantel mais valioso da sua história, com uma cotação global que ronda os 425 milhões de euros. E é precisamente aí que mora a salvação definitiva do passivo azul e branco.
«Dentro deste grupo de talento que temos — e falo de William Gomes, Samu, Froholdt, Diogo Costa —, temos a resolução da parte financeira», assumiu o presidente, sem esconder a realidade do modelo de negócio do futebol nacional. O plano é transparente: potenciar estas joias desportivamente e, no momento certo, canalizar as mais-valias das transferências para abater dívida e alcançar a estabilidade económica que os dragões procuram há largos anos.
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