Do primeiro golo à Liga das Nações: o Dragão na história de Cristiano Ronaldo, que deixa a Seleção
Ronaldo anunciou o adeus à Seleção Nacional aos 41 anos. Foi no Dragão que marcou o primeiro golo por Portugal e levantou a primeira Liga das Nações.
Cristiano Ronaldo anunciou esta quinta-feira o adeus à Seleção Nacional, num vídeo partilhado nas redes sociais com o título «Portugal estará sempre em mim». Aos 41 anos, o avançado do Al Nassr fecha 23 anos de Seleção com 234 jogos e 146 golos, números que fazem dele o jogador mais internacional e o maior goleador da história do futebol de seleções.
«Aos portugueses, chegou o momento de devolver a camisola 7 da Seleção de todos nós», escreveu o capitão, que acrescentou: «Nunca a senti como exclusivamente minha. Também falhei, também sofri. Mas nunca desisti.»
Segundo O Jogo, a decisão estava tomada desde 30 de setembro, dia em que deixou o estágio na véspera do jogo com a Dinamarca. O último jogo foi a vitória por 1-0 sobre o País de Gales, a 24 de setembro, em Alvalade. O anúncio surge na véspera de Jorge Jesus divulgar os convocados para os dois últimos jogos da fase de grupos da Liga das Nações.
O Dragão na carreira de Ronaldo
Na hora da despedida, o Estádio do Dragão aparece em vários dos capítulos mais marcantes da carreira do português:
- 12 de junho de 2004 – No jogo de abertura do Euro 2004, frente à Grécia, Ronaldo entrou ao intervalo e marcou de cabeça, após canto de Figo, o primeiro golo por Portugal. A Grécia venceu por 2-1.
- Abril de 2009 – Com a camisola do Manchester United, marcou ao FC Porto, nos quartos de final da Liga dos Campeões, um remate de cerca de 40 metros que deu a vitória aos ingleses (0-1) e valeu o primeiro Prémio Puskás da FIFA.
- 5 de junho de 2019 – Hat-trick na meia-final da Liga das Nações, frente à Suíça (3-1).
- 9 de junho de 2019 – No mesmo relvado, Portugal bateu a Holanda por 1-0, com golo de Gonçalo Guedes, e conquistou a primeira edição da Liga das Nações.
Os portistas também têm uma memória sua do outro lado: em março de 2021, o FC Porto eliminou a Juventus de Ronaldo nos oitavos de final da Liga dos Campeões (4-4 no total, golos fora), com dois golos de Sérgio Oliveira em Turim, o último de livre direto no prolongamento.
A Federação Portuguesa de Futebol deixou um «profundo e eterno agradecimento ao eterno capitão», que descreveu como «um líder inspirador, um exemplo de dedicação e o símbolo máximo da alma» de Portugal.

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