Dragão de contas limpas: Pereira da Costa afasta fantasmas do fair-play financeiro
Se olhaste para os números enviados à CMVM e ficaste com a pulga atrás da orelha com o resultado negativo de 21,1 milhões de euros em 2025/26, podes respirar fundo. A administração da SAD do FC Porto garante que o rumo traçado não sofreu qualquer desvio e que o futuro financeiro está devidamente blindado. Em declarações exclusivas ao jornal O Jogo, José Pedro Pereira da Costa assegurou que as contas estão perfeitamente afinadas com os apertados parâmetros de sustentabilidade da UEFA.
A nuvem europeia que finalmente se dissipou
O maior alívio nos corredores do Estádio do Dragão prende-se com uma pesada herança da anterior gestão: a pena suspensa imposta pela UEFA. Caso houvesse novo deslize grave nas regras orçamentais, os dragões arriscavam uma pesada exclusão das competições europeias. Essa espada de Dâmocles deixou de existir no encerramento da temporada 2025/26. Segundo o CFO portista, o fantasma foi enterrado e o castigo levantado de vez, permitindo ao clube respirar sem sobressaltos jurídicos vindos de Nyon.
A tranquilidade no cumprimento das metas do fair-play financeiro assenta na mecânica de avaliação do organismo europeu, que calcula a saúde dos clubes em ciclos móveis de três anos. Como os azuis e brancos fecharam o exercício homólogo de 2024/25 com um lucro histórico a rondar os 39 milhões de euros, o saldo acumulado continua confortável e dentro da margem permitida.
Investir forte no relvado para recolher frutos
O resultado negativo de 21,1 milhões tem explicações muito práticas dentro e fora das quatro linhas. Por um lado, disputar a Liga Europa em vez da Liga dos Campeões cortou uma fatia substancial das habituais receitas televisivas e de prémios de participação da UEFA. Por outro, a SAD fez uma aposta deliberada: investiu forte na reconstrução do plantel — ultrapassando a fasquia dos 110 milhões de euros ao longo da época — e segurou os titulares mais influentes até ao fecho do exercício em junho, abdicando de vendas precipitadas para blindar o regresso ao título nacional.
Como contrapartida desse esforço desportivo, a valorização do ativo disparou: o valor de mercado do plantel cresceu de 392 para 471 milhões de euros. Em simultâneo, as receitas comerciais e de bilheteira bateram recordes — os ingressos renderam cerca de 18,1 milhões e acionaram metas contratuais vantajosas, além de o merchandising ter saltado 31%. Com o regresso consumado à fase principal da Liga dos Campeões e os cofres alimentados pelos milhões milionários da prova rainha, a SAD garante que a casa está arrumada e pronta para voos mais altos.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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