Dragão de fato-macaco: FC Porto vira sobre o Moreirense e sela pleno de vitórias
Se estavas à espera de uma época em velocidade de cruzeiro sem teres de roer as unhas, a receção do FC Porto ao Moreirense serviu para te abrir os olhos. No Estádio do Dragão, os dragões tiveram de puxar pelos galões e vestir o fato-macaco para dar a volta a um jogo perigoso, vencendo por 2-1 na abertura da 5.ª jornada da Liga Portugal. O saldo não mente: cinco jogos, cinco triunfos, 15 pontos no bolso e a liderança isolada bem segura.
Golo a frio e redenção antes do intervalo
Pela primeira vez esta temporada nas provas internas, as redes azuis e brancas abanaram. Aos 19 minutos, Dinis Pinto apareceu oportuno a finalizar um cruzamento da ala e gelou as bancadas do Dragão. O Moreirense montou um bloco incómodo, fechou os caminhos interiores e apostou na transição rápida sempre que os centrais portistas hesitaram.
O FC Porto não entrou em histeria. Com posse paciente à procura de espaços, o golo do empate nasceu de bola parada, aos 37 minutos: William Gomes tirou um cruzamento teleguiado e o central polaco Jan Bednarek subiu ao primeiro andar para restabelecer a igualdade de cabeça, aliviando a tensão que já se fazia sentir.
William desequilibra, Giménez estreia-se e Froholdt gela o estádio
A reviravolta consumou-se no início da etapa complementar. Aos 57 minutos, Pepê desenhou o lance pelo corredor e colocou a bola à medida para William Gomes fechar com chave de ouro uma exibição inspirada: depois da assistência, assinou o 2-1 e consumou a reviravolta. Francesco Farioli aproveitou ainda a segunda metade para dar os primeiros minutos ao avançado mexicano Santiago Giménez com a camisola portista.
A nota mais cinzenta da noite aconteceu já perto do minuto 90. Num lance duríssimo de disputa pelo ar, Victor Froholdt sofreu uma pancada na cabeça num choque com Guilherme Liberato, perdeu os sentidos e teve de ser imobilizado e retirado de maca para o hospital, onde foi diagnosticada uma concussão. O médio do Moreirense acabou expulso com cartão vermelho direto, num final de jogo que deixou todo o estádio em suspense e apreensão pela saúde do dinamarquês.
A lição de pragmatismo para o que aí vem
Farioli foi frontal no rescaldo: basta desligar a concentração durante trinta segundos nesta liga para pagar uma fatura pesada. Ainda assim, o sinal que fica para o campeonato é claro. O FC Porto sabe sofrer, tem alternativas para desmontar blocos fechados e não hesita em ser prático quando o espetáculo não sai fluido. Ganhar jogos destes, mesmo sem nota artística impecável, é precisamente o combustível de quem quer defender o título — e um aviso a tempo antes do embate europeu contra o Manchester City.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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