«É um monstro»: Farioli explica Samu na Champions e trava euforia no regresso
Se dependesse apenas do olho e do coração de Francesco Farioli, Samu já estava calçado e pronto a ir a jogo. Na conferência de antevisão ao duelo com o Moreirense, a contar para a 5.ª jornada do campeonato, o treinador do FC Porto abriu o livro sobre a inclusão do ponta-de-lança na lista A submetida à UEFA para a Liga dos Campeões e não escondeu o entusiasmo com a evolução do internacional espanhol — ainda que a prudência continue a mandar no Olival.
A tentação do onze e o travão da fisiologia
O avançado tem cumprido treino integrado condicionado enquanto recupera de lesão, mas a intensidade que demonstra nos relvados do centro de treinos já mexe com os planos da equipa técnica. «Quando o vejo a correr, penso em metê-lo no onze, porque é um monstro», confessou o técnico italiano sem rodeios, rendido ao compromisso do camisola 9 dos dragões.
Apesar dessa vontade de o ter rapidamente ao serviço, Farioli fez questão de puxar o travão de mão para evitar recaídas. «Há questões fisiológicas que têm de ser respeitadas. Tentaremos reduzir o tempo de paragem, mas não podemos colocar o jogador em risco só por esse desejo de o ter mais cedo. Antes de o ter no campo, quero ter todas as luzes verdes da parte médica e tudo será feito dessa forma», vincou o timoneiro portista.
Uma arma obrigatória na Europa
Com a dor de cabeça imposta pelas vagas restritas da UEFA e o excesso de atletas não formados localmente — que ditou, por exemplo, o afastamento de Gabriel Mec e Dominik Prpic —, a chamada de Samu nunca esteve verdadeiramente em causa. Para Farioli, abdicar do espanhol nas noites europeias seria impensável.
«A minha decisão sobre o Samu é clara: é um jogador de quem não podemos prescindir, é muito importante para nós. Estamos todos à espera que volte o mais rápido possível. Quero ter esta arma e, por isso, está na lista da UEFA», justificou.
O treinador elogiou ainda o trabalho invisível que tem sido feito nos bastidores, destacando a dedicação quase obsessiva do departamento de performance comandado por Pedro Miguel Silva. Segundo Farioli, este período de paragem forçada serviu também para Samu aprimorar a capacidade de trabalho: «Ele diz que nunca trabalhou tanto e até está melhor em algumas questões físicas do que estava antes da lesão. Vamos dar os passos certos, sem forçar».
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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