Villas-Boas não esquece quem perdeu a cadeira no Dragão: «A dificuldade de pagar nunca diminuiu o lugar de um sócio»
Se há coisa que mexe com as entranhas de qualquer adepto é a ligação sagrada à bancada. Na cerimónia dos Dragões de Ouro, na Super Bock Arena, André Villas-Boas fez questão de colocar o dedo numa ferida que ainda custa a cicatrizar entre muitos adeptos azuis e brancos: o esforço financeiro pedido pelas recentes mexidas nos Lugares Anuais e a saída forçada de quem não conseguiu suportar a conta ao fim do mês.
Respeito por quem fez história na bancada
O presidente portista não ignorou a dor de quem teve de abdicar do seu assento no Estádio do Dragão, sublinhando que a falta de capacidade económica não apaga uma vida inteira dedicada ao clube. «Não esquecemos quem não conseguiu renovar, muitas vezes depois de décadas de presença. A dificuldade de pagar um lugar nunca diminuiu o lugar de um sócio no FC Porto», garantiu o dirigente, arrancando aplausos na sala.
Reconhecendo a fasquia elevada colocada às famílias portistas num momento de reestruturação do clube, Villas-Boas deixou claro que esse voto de confiança obriga a SAD e a direção a dar respostas práticas: «As mudanças nos Lugares Anuais pediram compreensão e um esforço financeiro que sabemos quanto custa na vida de tantas famílias. Agradecemos essa confiança e temos a obrigação de a retribuir com melhor serviço e proximidade e, claro, mais títulos».
Rumo aos 200 mil sem perder a essência
Num discurso focado na pertença e na defesa intransigente da identidade azul e branca, o líder máximo dos dragões destacou também a vitalidade do associativismo, apontando à meta iminente dos 200 mil sócios. Para Villas-Boas, a expansão quantitativa de nada vale se houver um corte emocional com a base do clube.
«Estamos perto dos 200 mil sócios. É uma resposta que nos orgulha e responsabiliza, porque crescer não pode significar afastarmo-nos das pessoas», frisou, rematando com um lembrete firme de quem manda no clube: «O clube é vosso. A Direção e a Administração têm a responsabilidade de cuidar deste património e de o transmitir mais forte às gerações futuras».
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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