Expulsão de Lenglet foi justa, mas houve quem escapasse: a análise de Paulo Pereira ao clássico
O clássico no Estádio do Dragão ainda mexe e não é por acaso. O triunfo do FC Porto diante do Benfica (3-1), a contar para a 7.ª jornada da Liga Betclic, ficou marcado a ferro pela expulsão precoce de Clément Lenglet à passagem dos 35 minutos. No rescaldo das queixas e dos protestos, o antigo árbitro Paulo Pereira analisou ao detalhe a prestação da equipa de arbitragem chefiada por Miguel Nogueira e, em declarações ao Jornal de Notícias, atirou a sentença: o segundo amarelo ao central francês é incontestável, muito embora o juiz lisboeta tenha fechado os olhos a faltas disciplinares cometidas por jogadores portistas.
A asneira de Lenglet que deitou tudo a perder
Se acompanhaste o jogo com atenção, percebeste que o Benfica entrou com personalidade no relvado, mas a imprudência defensiva deitou por terra a estratégia encarnada. Lenglet já tinha sido admoestado aos 25 minutos por parar Victor Froholdt em falta. Dez minutos depois, numa disputa intensa com André Silva, o internacional francês acabou por atingir o avançado portista na cara e no pescoço.
Para Paulo Pereira, a decisão do juiz de campo foi absolutamente acertada. O toque de Lenglet não podia passar incólume num clássico desta voltagem e o segundo amarelo — com consequente ordem de expulsão — «é bem exibido». A reação teatral de André Silva pode ter acentuado o momento, mas quem já tem um cartão no bolso não pode dar margem a este tipo de abordagem.
Alberto Costa e Samu escaparam à folha disciplinar
Ainda que dê nota positiva ao impacto geral da equipa de arbitragem — sublinhando que Miguel Nogueira não interferiu diretamente no desfecho da partida —, o ex-árbitro deixa reparos claros à falta de rigor disciplinar noutros momentos quentes.
Segundo a avaliação de Paulo Pereira, Alberto Costa e Samu escaparam a cartões amarelos evidentes ao longo do clássico. O lateral-direito portista, que já tinha estado envolvido num bate-boca acalorado com Gianluca Prestianni que acabou com o extremo das águias a sangrar da cara e admoestado por protestos, merecia sanção semelhante. Do mesmo modo, o possante avançado Samu cometeu infrações que justificavam ter entrado no caderno de notas do juiz. A régua disciplinar do apito lisboeta, aí sim, mostrou alguma dualidade.
Arbitragem passou no teste, mas deixou reparos
Num embate que serviu para isolar a formação de Francesco Farioli na frente da tabela classificativa, a atuação de Miguel Nogueira acabou por cumprir os serviços mínimos essenciais: geriu o ambiente fervilhante do Dragão sem adulterar a verdade dos golos. No entanto, num clássico onde o mínimo detalhe conta, a vista grossa a Alberto Costa e Samu prova que a gestão de cartões nem sempre seguiu a mesma bitola com que Lenglet foi mandado para o balneário.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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