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Farioli desvenda o segredo da muralha azul e branca: «Vem de um esforço coletivo»

Francesco Farioli explicou os segredos da consistência defensiva do FC Porto à Opta Analyst, destacando a atitude de Diogo Costa e William Gomes e a reação do plantel à lesão de Samu.
Farioli desvenda o segredo da muralha azul e branca: «Vem de um esforço coletivo»
Foto: Francesco Farioli / FC Porto

Se olhas para os números do FC Porto e pensas que a segurança lá atrás se resume a ter um fenómeno entre os postes, desengana-te. Em entrevista à plataforma Opta Analyst, Francesco Farioli abriu o livro sobre o modelo e a identidade que implementou no Dragão, recusando atribuir os registos defensivos de elite apenas a méritos individuais. Para o técnico italiano, o segredo da melhor defesa mora no compromisso total de quem veste a camisola azul e branca, do primeiro ao último minuto.

Mais do que Diogo Costa: o exemplo de William Gomes

Com o FC Porto a destacar-se entre as principais ligas europeias pela média de golos sofridos e pela quantidade de jogos com a baliza a zeros, Farioli não esconde a importância das referências habituais, mas prefere alargar o foco ao resto do bloco. «Claro que os defesas desempenharam um papel fundamental. Se olharmos para as individualidades, ter um guarda-redes como o Diogo Costa é, sem dúvida, uma vantagem, mas acredito genuinamente que estes números resultam de um esforço coletivo», começou por sublinhar.

Para ilustrar esta mentalidade, o timoneiro portista puxou de um exemplo bem revelador na linha da frente: o trabalho sem bola dos extremos. «Recentemente, vi que o William Gomes, um dos nossos extremos, surge como um dos melhores no que toca ao seu compromisso defensivo, e isto diz muito sobre o contributo de todos. Temos um grupo onde todos estão absolutamente comprometidos em ajudar e, no momento em que perdemos a bola, prontos a reagir», destacou, resumindo a exigência de ter «uma equipa de trabalhadores, que esteja disposta a lutar por cada bola em cada jogo».

Superar a ausência de Samu em grupo

Essa capacidade de resposta coletiva não se fez sentir apenas a defender. Questionado sobre a forma como o plantel lidou com o período de ausência prolongada do ponta de lança Samu, Farioli recordou a maturidade demonstrada pelo balneário quando viu a sua principal referência de ataque afastada dos relvados.

«O que foi realmente especial foi o facto de todos os jogadores terem sentido a responsabilidade de dar um passo em frente, para partilharem os golos que estávamos à espera que viessem do Samu», explicou o treinador italiano. Sem o avançado, o conjunto portista viu-se obrigado a reinventar processos e a explorar novos caminhos para a baliza: «Tivemos de conseguir algumas oportunidades extra através de outros métodos, como os lances de bola parada. Tivemos de encontrar uma forma diferente de atacar e criar perigo, porque perder um jogador com tanto impacto na dinâmica ofensiva nunca é fácil». Uma prova de fogo superada com o mesmo princípio que blinda a própria baliza: união, entreajuda e sentido de grupo.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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