Farioli explica experiências na Corunha: “Tentámos algo novo porque estamos curtos”
A paragem para os compromissos internacionais costuma ser uma dor de cabeça para quem lidera, mas Francesco Farioli decidiu transformar a necessidade em virtude. Na visita ao terreno do Deportivo da Corunha, no Estádio Riazor, o FC Porto recuperou de uma desvantagem madrugadora e saiu da Galiza com uma vitória por 3-1, num duelo particular que serviu, acima de tudo, para ensaiar planos de contingência perante a vaga de baixas no plantel azul e branco.
Moura a central e Pepê no miolo: a necessidade aguça o engenho
Sem poder contar com dez internacionais e a braços com oito atletas em boletim clínico — entre eles Nehuén Pérez, cuja paragem muscular acelerou a chegada de reforços —, o treinador italiano montou um puzzle com várias peças fora do sítio habitual. Francisco Moura foi emparelhado no eixo da defesa com o recém-chegado Chris Smalling, enquanto Pepê atuou em terrenos interiores no meio-campo.
No final do encontro, Farioli não escondeu que as escolhas táticas foram empurradas pelas limitações do grupo: “Foi seguramente um muito bom teste. Fizemos muitas mudanças, vários jogadores fora de posição, Moura a defesa-central, Pepê por dentro e ambos fizeram um jogo muito bom. Tentámos algo novo porque estamos curtos em várias posições. Bom teste, sem lesões, um resultado positivo que é sempre bom, feliz por termos virado o marcador. Seguimos”, apontou o técnico dos dragões.
Gestão cirúrgica de Samu e Smalling
Os galegos adiantaram-se cedo no marcador por Jonathan Asp Jensen, mas a resposta portista ganhou corpo na segunda metade. Borja Sainz restabeleceu a igualdade aos 60 minutos e André Silva saltou do banco para assinar um bis decisivo (aos 64 e 90 minutos), coroando uma exibição onde se estrearam nomes como Souza e a promessa Gabriel Mec.
O timoneiro portista garantiu ainda que a gestão física dos homens mais vigiados esteve milimetricamente calculada: “Tudo ok com o Samu, todas as substituições foram planeadas de acordo com os minutos que queríamos dar a cada um. Smalling já fez 60 minutos e deu uma boa contribuição. Bom teste depois de uma excelente semana de trabalho”, explicou.
Mira apontada à deslocação à Madeira
Cumprida a escala amigável em Espanha, o foco vira-se agora por inteiro para o regresso à competição oficial, onde o calendário reserva uma deslocação tradicionalmente espinhosa ao reduto do Marítimo.
“Agora um pouco de descanso, esperarmos pelos nossos internacionais e depois vamos preparar o jogo no Marítimo, que é sempre complicado, contra uma equipa que é sempre forte em casa”, rematou Farioli, ciente de que as soluções testadas na Corunha podem vir a ser muito úteis nas próximas semanas.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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