Farioli passa revista aos testes na Corunha e abre o jogo sobre Smalling: «Trouxemos um campeão»
A paragem competitiva para os compromissos internacionais costuma ser uma dor de cabeça para os treinadores, mas Francesco Farioli aproveitou a deslocação ao terreno do Deportivo da Corunha para colocar o laboratório a funcionar. Entre ausências nas seleções e baixas no boletim clínico, o FC Porto foi ao mítico Riazor vencer os galegos por 3-1, num duelo que serviu para lançar caras novas, testar soluções táticas de recurso e dar ritmo a quem tem jogado menos.
Invenções táticas e rotação forçada
Se olhaste para o onze inicial desenhado pelo técnico italiano na Galiza, deves ter reparado logo nas novidades forçadas pelas 18 ausências no plantel. Francisco Moura alinhou como defesa-central ao lado do recém-chegado Chris Smalling, Pepê foi puxado para o miolo do terreno e o lateral João Souza teve os primeiros minutos a titular na ala esquerda. O Deportivo ainda se adiantou logo a abrir por Asp Jensen, mas os dragões reagiram e deram a volta na segunda parte com golos de Borja Sainz e um bis de André Silva.
Em declarações à Sport TV logo após o apito final, Farioli fez um balanço muito positivo da resposta dada pela equipa: «Foi um belo teste para nós. Fizemos várias alterações: por exemplo, o Pepê jogou no meio-campo e o Francisco Moura a central, e os dois jogaram muito bem. Esta semana, queríamos experimentar coisas novas, até porque tínhamos algumas limitações em determinadas posições. Foi um bom jogo e, sobretudo, sem lesões. Ganhar ajuda a ganhar e estou feliz por termos conseguido dar a volta ao resultado. Agora, ficamos à espera dos internacionais.»
A justificação para resgatar Chris Smalling
Uma das grandes atrações da tarde foi a estreia de Chris Smalling com a camisola azul e branca. O central inglês de 34 anos foi titular e cumpriu 60 minutos no eixo recuado, com Farioli a explicar pela primeira vez a decisão de recorrer ao experiente defesa depois do fecho do mercado regular.
A lesão muscular sofrida por Nehuén Pérez acendeu os alarmes na estrutura portista. «Foi uma discussão que tive com o clube e que tem a ver com as nossas necessidades. Como sabem, o Nehuén teve uma lesão muscular e é algo que nunca queremos que aconteça. Contudo, tendo em conta que esteve um ano afastado, pode acontecer. Por isso, para proteger a equipa, sentimos que era preciso ter mais um jogador», detalhou o treinador transalpino, desfazendo-se em elogios ao reforço: «Felizmente, trouxemos um campeão, que tem 350 jogos pelo Manchester United, está habituado a jogar na Liga dos Campeões e tem uma mentalidade vencedora.»
Samu gerido, André Silva a faturar e mira no Marítimo
Quem também começou de início foi Samu Omorodion, mas o ponta de lança espanhol não regressou para a etapa complementar. Farioli descansou de imediato os adeptos, garantindo que a substituição ao intervalo estava previamente combinada para gerir a sua condição física. Quem aproveitou o espaço deixado na área foi André Silva, que saltou do banco para assinar dois golos de belo efeito, merecendo rasgados elogios do treinador pelo compromisso no trabalho diário.
Feito o ensaio em Espanha — onde nomes como Gabriel Mec também somaram preciosos minutos —, o técnico italiano vira agora agulhas para o regresso à competição oficial, com uma deslocação tradicionalmente exigente aos Barreiros para defrontar o Marítimo, assim que a comitiva portista receber os internacionais de volta ao Olival.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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