Farioli pronto para a estreia na Champions frente ao City: «Vir para o FC Porto fez valer a pena o atraso»
O palco não podia ser mais imponente: noite europeia no Estádio do Dragão e o Manchester City pela frente. Na véspera de ouvir pela primeira vez o hino da Liga dos Campeões a partir do banco de suplentes, Francesco Farioli fez questão de olhar para trás e valorizar o momento. Confrontado com o facto de a sua estreia na prova milionária acontecer agora, aos 37 anos, o técnico italiano não hesitou: trocar alguns jogos no passado pelo privilégio de liderar o FC Porto na prova foi o melhor negócio possível.
O momento certo aos 37 anos
Depois de ter assegurado a qualificação para a prova máxima da UEFA quando orientava o Ajax, o técnico acabou por não a disputar na altura, mas recusa qualquer sentimento de frustração pelo compasso de espera. Pelo contrário.
«Estou feliz por estar na Champions aos 37 anos. Qualifiquei-me anteriormente, mas este atraso para a minha estreia fez todo o sentido do mundo. Valeu mais do que ter alguns jogos a mais na Champions. Acredito que tudo chega no momento certo», atirou Farioli na sala de imprensa do Olival, demonstrando que a ambição está intacta para a primeira jornada.
Um colosso milionário pelo caminho
Pela frente estará um dos maiores candidatos ao troféu. O timoneiro portista reconheceu a disparidade orçamental e a envergadura do conjunto inglês, sem que isso sirva de desculpa para baixar a guarda.
«Vamos jogar contra uma das melhores equipas do mundo, que investiu 527 milhões de euros este mercado, mais de 3 mil milhões nos últimos anos. É uma equipa que está construída para vencer tudo. Nós vamos estar em campo para tentar dificultar-lhes a vida», sublinhou o técnico italiano, que não esconde a dimensão do desafio: «É uma montanha a escalar, mas somos FC Porto, eles vêm ao Dragão e faremos o possível para fazer a vida deles complicada».
Motivação natural e ADN inalterável
Se nas deslocações do campeonato é preciso picar o orgulho do balneário para manter a bitola elevada, numa noite destas o cenário muda de figura. Farioli sabe que o balneário entra a ferver, mas pede frieza para cumprir o plano de jogo à risca.
«Até costumo dizer que puxamos mais nos jogos nacionais, porque é preciso mais motivação. É fácil para os jogadores estarem motivados amanhã. Mas a chave vai ser a nossa estratégia e a capacidade de executarmos a nível individual e coletivo», rematou o treinador, garantindo que, por muito poderio financeiro que o City traga na bagagem, a matriz de jogo dos azuis e brancos não vai mudar de rumo.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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