Farioli rende-se ao trabalho invisível de André Silva e celebra regresso de Samu
Se há noites em que os números contam apenas metade da história, o Clássico deste domingo no Estádio do Dragão foi uma delas. Na ressaca da vitória por 3-1 diante do Benfica, para a sétima jornada do campeonato, Francesco Farioli fez questão de puxar os holofotes para quem tantas vezes trabalha na sombra do golo: André Silva.
O elogio ao trabalho invisível de André Silva
Com duas assistências na conta pessoal e um desgaste permanente sobre o setor defensivo das águias, o avançado português mereceu rasgados elogios do treinador italiano na sala de imprensa. Para Farioli, o rendimento de André Silva vai muito além do que a bancada e a televisão conseguem captar de relance.
«O André fez um grande jogo, às vezes é difícil julgar o trabalho sem saber os detalhes que exigimos, mas como treinador, sinto-me sortudo por ter um jogador com esta qualidade, personalidade, entendimento de jogo e espírito de equipa», vincou o técnico portista, destacando a inteligência tática e a entrega coletiva do camisola 9.
«Uma vitória com muitos pais»: Samu e Pietuszewski de volta
O triunfo frente ao rival de Lisboa não serviu apenas para isolar os dragões com cinco pontos de vantagem na liderança da Liga; trouxe também oxigénio renovado para a frente de ataque com o regresso à competição de Samu Aghehowa e do jovem Oskar Pietuszewski, ambos lançados na reta final do encontro.
Farioli não escondeu a satisfação por voltar a contar com duas peças de peso e fez questão de repartir os méritos com o departamento médico dos azuis e brancos: «Muito feliz por eles. É uma vitória que tem muitos pais, no sentido em que, por exemplo, o Gabri [Veiga], nos últimos dias, teve um problema, não estava a 100 por cento e até ontem à meia-noite, o Álvaro [Magalhães], o nosso fisioterapeuta, tentou colocá-lo pronto. Como podem ver, esta dedicação foi incrível. E o facto de ter o Samu de volta diz muito e o dar os parabéns a toda a equipa médica, especialmente ao Pedro. O Oskar também e somos uma equipa que precisa de todos.»
Pés na terra e maratona pela frente
Apesar do ambiente de euforia e do golpe desferido na invencibilidade encarnada, Farioli fez questão de arrefecer o entusiasmo em torno da vantagem pontual no topo da tabela. Com a paragem para as seleções à porta, o timoneiro azul e branco recusa fazer contas antecipadas e lembra que a época é longa.
«Nós vamos jogo a jogo, não gastamos energias a fazer contas. Claro que é importante estar onde estamos, mas ainda há muitos jogos para jogar, é ridículo fazer qualquer tipo de sonho ou análise a longo prazo», atirou, sublinhando que o foco agora passa por recuperar o plantel e afinar a máquina para os desafios que se seguem.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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