FC Porto arrasa notícias sobre pressão a árbitro: “Não é informação, é hostilidade”
O ambiente no futebol português voltou a subir de tom fora das quatro linhas e, desta vez, a resposta do FC Porto não se fez esperar. Em causa estão notícias e rodapés televisivos que deram conta de uma suposta investigação da Polícia Judiciária a um alegado esquema de pressão dos dragões para condicionar as nomeações dos árbitros — mais concretamente para afastar Fábio Veríssimo de um Clássico frente ao Benfica, disputado em janeiro para a Taça de Portugal.
Um “exclusivo” requentado com oito meses
Se acompanhaste o noticiário desportivo recente, decerto viste as insinuações de que os azuis e brancos teriam feito manobras de bastidores junto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). No entanto, o FC Porto desmontou o cenário com um comunicado demolidor emitido este domingo. O clube da Invicta garante que se trata de uma manobra infundada e recusa qualquer envolvimento em processos obscuros: “Não é jornalismo, é fabricação. Não é informação, é hostilidade. E não foi um lapso: foi a escolha consciente de conhecer a verdade e contar o contrário”.
Para contextualizar o que realmente se passou, é preciso recuar a janeiro de 2026. Na altura, Fábio Veríssimo foi designado para dirigir o duelo entre dragões e águias no Estádio do Dragão. O problema? Existia um histórico recente carregado de litígios e queixas disciplinares mútuas entre o clube e o juiz da Associação de Futebol de Leiria — incluindo episódios tensos nos jogos contra o Arouca e o SC Braga na primeira metade da temporada.
Posição frontal e sem manobras de bastidores
Perante esse cenário de confronto aberto e processos pendentes, o FC Porto considerou na época que a nomeação era imprudente e arriscada para a serenidade do jogo. Como recorda agora a direção portista, o clube não recorreu a jogadas de bastidores nem a pressões clandestinas: tomou uma posição oficial, frontal e pública a 13 de janeiro, tendo igualmente transmitido essa estranheza ao líder da FPF, salvaguardando a independência do Conselho de Arbitragem.
“O FC Porto não nomeia árbitros. Não participa no processo de nomeação de árbitros. Não interfere nas decisões do Conselho de Arbitragem”, reiterou o clube nortenho, atirando forte a quem transformou um manifesto público num alegado crime: “O grande ‘exclusivo’ consistiu, portanto, em descobrir, oito meses depois, um comunicado público e acrescentar-lhe um rodapé vermelho”.
Os dragões rematam afirmando que transformar um protesto institucional conhecido de toda a gente numa teoria da conspiração “não exige investigação, factos ou prova”, mas apenas o desejo recorrente de empurrar o FC Porto para a lama das suspeitas.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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