FC Porto fecha exercício 2025/26 com 21,1 milhões de euros de prejuízo
Depois de um exercício anterior com números históricos no verde, o FC Porto voltou a ver o saldo pintar-se a vermelho. A SAD liderada por André Villas-Boas comunicou esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) as contas da época 2025/26, com um prejuízo consolidado de 21,1 milhões de euros. O registo contrasta diretamente com o recorde do exercício 2024/25, quando os dragões tinham alcançado um lucro histórico de 39,2 milhões de euros.
A aposta desportiva em detrimento das mais-valias
Na explicação enviada ao regulador, a administração portista justifica que o desfecho financeiro negativo resultou da participação na Liga Europa — cujos prémios e visibilidade não rivalizam com os da Champions — somada a uma receita de 56 milhões de euros em transferências de passes de futebolistas. Este montante ficou aquém de janelas anteriores devido a uma «opção desportiva de manutenção dos jogadores principais do plantel».
Em termos práticos, a estrutura azul e branca optou por não sacrificar nenhuma das referências do núcleo duro até 30 de junho, data de fecho do exercício contabilístico. Em sentido inverso, o investimento na equipa disparou para valores sem precedentes: os dragões aplicaram cerca de 120 milhões de euros em reforços ao longo das duas janelas de mercado da temporada.
Receitas comerciais batem recordes e UEFA não assusta
Apesar do resultado final deficitário, o relatório traz indicadores francamente positivos na atividade do dia a dia. As linhas de negócio comercial deram um salto significativo, impulsionadas pela resposta dos adeptos nas bancadas e nas lojas. A faturação com o merchandising disparou 31%, atingindo 14,5 milhões de euros — a melhor marca da história do clube. Já as receitas de bilheteira cresceram 33%, fixando-se nos 18,1 milhões de euros.
Se estás a questionar-te sobre eventuais apertos com o fair-play financeiro da UEFA, o cenário mantém-se sob controlo. As regras de sustentabilidade da entidade europeia avaliam ciclos acumulados de três épocas desportivas e, tendo em conta a folga criada com o lucro histórico de 39,2 milhões de euros em 2024/25, o FC Porto cumpre os parâmetros estabelecidos sem sobressaltos imediatos. Adicionalmente, as vendas mais recentes do último verão — como a saída de Rodrigo Mora para a AS Roma — e as receitas da atual edição da Liga dos Campeões só entram nas contas do exercício de 2026/27.
Pormenores serão apresentados esta sexta-feira
O documento detalhado com a radiografia completa às finanças dos dragões será apresentado formalmente à comunicação social e aos sócios na manhã de sexta-feira. A conferência de imprensa no Estádio do Dragão contará com as presenças de André Villas-Boas e do administrador financeiro (CFO) da SAD, José Pedro Pereira da Costa.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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