FC Porto garante mais 15 milhões da Ithaka e negócio do Dragão já rende 80 milhões
Se acompanhaste os contornos da parceria para a exploração comercial do Estádio do Dragão, eis a confirmação prática da revisão feita pela atual administração: o negócio com a Ithaka acaba de render mais 15 milhões de euros aos cofres do FC Porto, elevando o montante global da operação para os 80 milhões de euros.
A meta da bilhética que fez disparar o encaixe
O dado consta do Relatório e Contas da SAD azul e branca relativo ao exercício de 2025/26, enviado à CMVM. Segundo o documento oficial, os dragões cumpriram integralmente o earn-out associado ao EBITDA da bilhética, um gatilho de desempenho que permitiu somar 15 milhões adicionais aos 65 milhões de euros inicialmente acordados aquando da cedência de 30% dos direitos económicos da Porto StadCo.
Importa recordar o filme dos acontecimentos: o contrato preliminar com o fundo espanhol tinha sido firmado ainda sob o mandato da anterior direção, nas vésperas das eleições de 2024. Pouco depois de tomar posse, a liderança de André Villas-Boas, através do administrador financeiro José Pedro Pereira da Costa, renegociou as condições do vínculo de 25 anos. Essa adenda abriu a porta a prémios por objetivos que podem levar a transação a atingir até 100 milhões de euros, além de ter blindado opções de recompra e financiamento para o clube.
Bancadas cheias deram empurrão decisivo
Este encaixe extraordinário não caiu do céu e esteve diretamente ligado ao comportamento das bancadas. No exercício analisado, a receita de bilhética registou um crescimento de 33%, atingindo o valor histórico de 18,1 milhões de euros. A venda recorde de 31.665 Lugares Anuais e uma taxa média de ocupação de 91% nos jogos da Liga no Dragão foram determinantes para ultrapassar a fasquia estipulada no contrato.
Apesar de o exercício de 2025/26 ter fechado com um resultado líquido negativo de 21,1 milhões de euros — reflexo do forte investimento desportivo no plantel e de um ano sem as verbas da Liga dos Campeões —, a administração portista sublinha que o cumprimento das regras do fair-play financeiro da UEFA está salvaguardado, amparado pela trajetória de subida das receitas comerciais e patrimoniais.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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