FC Porto feminino arranca a ganhar na Taça da Liga: triunfo com selo de bola parada em Lisboa
Se estavas à espera de facilidades na Taça da Liga feminina, desengana-te. Uma semana depois de terem empatado a zeros no Olival para o campeonato, FC Porto e Racing Power voltaram a medir forças, agora no Estádio Engenheiro Carlos Salema, em Lisboa, e o desfecho sorriu às comandadas de Daniel Chaves: triunfo por 2-1 a abrir o Grupo A, alicerçado no labor do laboratório e em doses industriais de espírito de sacrifício.
Bolas paradas de régua e esquadro
O conjunto portista entrou decidido a não repetir o bloqueio do jogo anterior e assumiu a iniciativa cedo. O desbloqueador acabou por vir da bola parada, onde o pé de Maria Ferreira fez a diferença em dose dupla. Aos 14 minutos, a lateral cobrou um livre milimétrico para o desvio certeiro de cabeça de Lana Golob. Doze minutos volvidos, aos 26, Maria Negrão aproveitou novo lance estudado após canto para assinar um golo de belo efeito e deixar as portistas confortáveis no marcador antes do descanso.
O técnico azul e branco não escondeu a satisfação pelo trabalho semanal ter dado frutos no relvado: «Preparamos bolas paradas todas as semanas. Mais do que isso, trabalhámos outras dinâmicas da nossa equipa com e sem bola para nos tornarmos superiores e mais competitivos no jogo. O jogo é sempre influenciado pelo campo. Este campo tinha dimensões mais pequenas e uma relva que não estava em bom estado em todas as zonas para jogar um bom futebol. Conseguimos fazê-lo na maior parte do jogo e estamos satisfeitos com este resultado e com os dois golos de bola parada.»
Saber sofrer na segunda parte
A vantagem parecia sólida, mas o Racing Power reentrou na luta à passagem da hora de jogo. Pamela González não vacilou da marca de grande penalidade aos 61 minutos — após falta de Maria Ferreira na área — e o duelo endureceu. Com recurso ao futebol direto e à presença física das suas referências ofensivas, as anfitriãs tentaram o assalto final, mas a muralha portista segurou a pressão.
«Na segunda parte entrámos novamente bem, mas a partir do momento em que elas reduzem através de penálti, o jogo torna-se ainda mais direto e o adversário começa a procurar a bola na profundidade», descreveu Daniel Chaves. O treinador destacou a solidez nos instantes críticos: «Elas têm uma equipa forte e alta, que lhes permite ganhar muitas vezes e ter sucesso nestes momentos. Ainda assim, nós conseguimos ter muita entreajuda para ganhar as segundas bolas e para fechar os caminhos para a nossa baliza. Tivemos algumas oportunidades para fazer o 1-3, mas acabamos por não conseguir. A equipa lutou muito até ao fim e a vitória é mais do que justa.»
Arranque perfeito num grupo sem margem de erro
Com estes três pontos, o FC Porto instala-se na frente do Grupo A em igualdade com o Benfica, que goleou o SC Braga por 6-0 nesta ronda inaugural. Num agrupamento que inclui ainda o SCU Torreense e apura apenas os dois primeiros para as meias-finais, cada detalhe conta — e começar a somar fora de portas era imperativo.
«Sabemos que o nosso grupo é difícil. Sabemos que vai ser uma Taça da Liga muito difícil e arrancar com uma vitória num terreno difícil contra uma equipa muito forte foi muito importante. Valorizo ainda mais este resultado por termos jogado num campo pequeno, que acaba por beneficiar as características do adversário. Conseguimos superiorizar-nos e trazer três pontos que são muito importantes nesta competição», rematou o timoneiro azul e branco.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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