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Funcionários do FC Porto remetem-se ao silêncio em julgamento por rixa de ‘casuals’ em Guimarães

Dois colaboradores dos dragões e cerca de três dezenas de arguidos começaram a ser julgados pelos desacatos de janeiro e optaram por não falar em tribunal.
Funcionários do FC Porto remetem-se ao silêncio em julgamento por rixa de ‘casuals’ em Guimarães
Foto: FC Porto

A violência associada ao futebol voltou a sentar dezenas de pessoas no banco dos réus e, desta vez, com ligações directas à estrutura do FC Porto. Arrancou no Tribunal de Guimarães o julgamento de 33 arguidos acusados de terem participado em confrontos violentos antes de um duelo com o Vitória SC. Entre os visados constam dois funcionários do clube azul e branco — um preparador físico dos sub-17 e um roupeiro —, que optaram pelo silêncio logo na primeira sessão.

Dos 33 arguidos constantes do processo, 29 compareceram na sala de audiências. O colectivo de juízes começou a dissecar os episódios que mancharam as horas prévias à partida de janeiro, mas da parte dos elementos ligados aos dragões a estratégia inicial passou por não prestar quaisquer declarações, exercendo o direito que a lei lhes confere.

O rasto de destruição na Alameda da Universidade

Para perceberes o filme dos acontecimentos, é preciso recuar até ao dia 18 de janeiro. Horas antes de a bola rolar no Estádio D. Afonso Henriques, as imediações da Alameda da Universidade, em Guimarães, transformaram-se num cenário de guerrilha urbana. O grupo, apontado pelas autoridades como estando afecto à subcultura dos casuals, terá avançado sobre estabelecimentos frequentados por adeptos vitorianos.

O resultado foi imediato: a esplanada de um café ficou parcialmente destruída, cadeiras e mesas voaram pelo ar e foram registados pelo menos dois feridos em resultado do confronto directo e dos arremessos indiscriminados. O aparato só abrandou com a intervenção rápida do dispositivo policial que patrulhava as artérias circundantes.

As acusações que pesam sobre o grupo

Na acusação deduzida pelo Ministério Público, os arguidos respondem por crimes de participação em rixa no âmbito de espectáculo desportivo, dano qualificado e arremesso de objectos. O processo procura apurar a responsabilidade individual de cada um na emboscada planeada e nos estragos materiais provocados aos comerciantes locais.

O envolvimento de profissionais assalariados da formação e do apoio logístico portista confere um peso institucional desconfortável ao caso, numa altura em que o fenómeno dos grupos violentos e não identificados continua sob mira apertada das autoridades judiciais. As próximas sessões em tribunal vão ditar se o silêncio inicial se mantém ou se os arguidos decidirão apresentar a sua versão dos factos perante as provas reunidas pela polícia.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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