Ganhar no Dragão já é rotina: o triunfo que ganha força na resposta do rival
Se estiveste atento ao clássico deste fim de semana no Estádio do Dragão, viste um FC Porto que não desarma e que continua imparável nesta edição da Liga Portugal. O triunfo por 3-1 frente ao rival encarnado não serviu apenas para isolar os dragões no comando da tabela classificativa; carimbou um arranque de época perfeito, agora traduzido num pleno de sete vitórias em outras tantas jornadas e numa vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado.
A grandeza mede-se pelo adversário
Há vitórias que valem três pontos e há clássicos que deixam uma marca anímica duradoura na corrida ao título. Esse foi precisamente o sentimento destacado pelo jornalista e adepto portista Jorge Nuno Oliveira no espaço de opinião «A Minha Tribo», no jornal A Bola. A análise sublinha uma realidade incontornável do desporto: as melhores conquistas são aquelas em que o oponente obriga a equipa a dar tudo até ao limite.
E a verdade é que o Benfica, comandado por Marco Silva, não baixou os braços. Gabri Veiga abriu o marcador para os portistas à passagem da meia hora de jogo e, pouco depois, a expulsão de Clément Lenglet por acumulação de amarelos parecia ditar uma noite tranquila para a formação da casa. Contudo, logo a abrir o segundo tempo, Alexander Bah restabeleceu a igualdade num golpe de cabeça que gelou temporariamente o recinto azul e branco. A capacidade de resposta das águias em inferioridade numérica valorizou o espetáculo e exigiu ao líder nacional um nível superior de concentração.
Autoridade imediata e cinco pontos de vantagem
Perante a ameaça, a equipa de Francesco Farioli respondeu na hora com o futebol agressivo e dinâmico que tem pautado a época. O médio dinamarquês Victor Froholdt recolocou rapidamente o FC Porto em vantagem e o internacional sul-coreano Hwang In-beom, saltando do banco, fechou as contas com o terceiro golo da noite.
Com 21 pontos amealhados, o conjunto azul e branco vai para a pausa internacional com uma almofada confortável de cinco pontos sobre as águias. Mais do que a liderança folgada, fica o sinal de autoridade de um coletivo que soube ser superior em todos os momentos decisivos do duelo.
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