Gvardiol devia ter ido para a rua: Pedro Henriques aponta vermelho por mostrar no FC Porto-Man. City
A estreia do FC Porto na Liga dos Campeões frente ao Manchester City ficou marcada pela derrota por 2-0 no Estádio do Dragão, mas o desfecho do encontro podia ter sido bem diferente se a equipa de arbitragem tivesse seguido as regras à risca. Quem o diz com clareza é Pedro Henriques, especialista de arbitragem de A BOLA, que defende que o defesa croata Joško Gvardiol devia ter recebido ordem de expulsão ainda durante a primeira parte.
O lance da discórdia nos descontos da primeira parte
O internacional croata já estava amarelado desde o minuto 36, altura em que teve de recorrer a uma falta tática ostensiva para travar uma saída veloz de William Gomes, agarrando o jovem extremo portista. Até aí, a decisão do experiente árbitro polaco Szymon Marciniak não mereceu contestação. O problema surgiu no período de compensação do primeiro tempo.
Num momento em que o FC Porto tentava acelerar e cobrar uma falta a seu favor, Gvardiol não só se colocou deliberadamente à frente do esférico para retardar o reinício da partida, como acabou por travar fisicamente e derrubar o adversário. Em vez de sancionar o comportamento antidesportivo com a respetiva cartolina amarela — que seria a segunda —, Marciniak preferiu contemporizar e apitou para o intervalo sem sancionar o camisola 24 dos citizens.
A análise de Pedro Henriques
Na sua leitura do trabalho de arbitragem, Pedro Henriques sublinhou que Marciniak errou na gestão disciplinar num lance que teve impacto direto no rumo dos acontecimentos. O especialista explicou que o ato de impedir a reposição de bola, aliado à atitude antidesportiva sobre o jogador portista, configurava matéria suficiente e obrigatória para a amostragem do segundo amarelo e o consequente cartão vermelho.
Apesar de o árbitro polaco ter procurado dar fluidez à partida e evitar paragens por faltas ligeiras, a falta de coragem para mostrar a segunda admoestação pesou negativamente no seu registo.
Farioli contestou e Guardiola cheirou o perigo
A decisão não passou ao lado de Francesco Farioli, que na conferência de imprensa pós-jogo vincou a frustração pelo critério do juiz. O técnico italiano dos dragões lembrou que disputar toda a segunda metade em superioridade numérica teria criado um cenário completamente distinto para tentar contrariar o poderio inglês.
Quem também leu o momento na perfeição foi Pep Guardiola. Ciente de que o lateral-esquerdo tinha ficado a centímetros da expulsão e caminhava sobre gelo fino, o treinador do Manchester City não hesitou e operou a sua substituição logo no arranque do segundo tempo, evitando o risco de ver a equipa reduzida a dez elementos num Dragão em ebulição.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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