Haaland gela o Dragão: Diogo Costa adiou o inevitável, mas City bate FC Porto na Champions
Se querias uma prova clara da distância que separa a euforia doméstica da impiedade da elite europeia, o embate desta terça-feira à noite no Estádio do Dragão serviu-te a dose por inteiro. Mais de novecentos dias depois, a música da Liga dos Campeões voltou a ecoar nas bancadas azuis e brancas, mas o desfecho acabou por ser amargo: o Manchester City venceu por 2-0 e impôs a primeira derrota oficial da temporada à turma de Francesco Farioli.
Diogo Costa em modo muralha aguentou o vendaval
Com um ambiente elétrico e debaixo de chuva persistente na Invicta, o FC Porto entrou ciente do terreno minado que pisava. Farioli viu-se obrigado a mexer devido às baixas de Jan Bednarek (a cumprir castigo) e Victor Froholdt (lesionado), apostando em Nehuén Pérez e Alan Varela no miolo para fechar os caminhos interiores. Do outro lado, o conjunto inglês orientado por Enzo Maresca entrou com autoridade, fazendo alinhar os internacionais lusos Rúben Dias e Matheus Nunes de início.
E foi precisamente na primeira parte que Diogo Costa justificou, mais uma vez, o estatuto de guarda-redes de classe mundial. O guardião portista foi segurando o nulo quase sozinho, assinando uma intervenção monumental a cabeceamento de Erling Haaland e uma dupla defesa assombrosa a remates consecutivos do ponta de lança norueguês e de Rayan Cherki. Os dragões tentavam esticar-se em transições rápidas por William Gomes e Pepê, mas o fosso na posse e no andamento era evidente. Ao intervalo, o nulo sabia a vitória moral.
O balde de água fria e o carimbo do predador
Só que contra equipas deste calibre, qualquer piscar de olhos custa caro — e o balde de água gelada caiu mal a bola começou a rolar na segunda metade. Aos 47 minutos, após insistência na linha de fundo, Enzo Fernández cruzou com medida e Haaland surgiu nas alturas a fuzilar de cabeça. Um golo a frio que desmontou a teia defensiva portista e alterou por completo o xadrez táctico do jogo.
Farioli ainda tentou refrescar a equipa e lançar mais pólvora na frente, mas o City geriu a posse de bola com frieza cirúrgica e tirou ritmo à partida. Gabri Veiga, muito sacrificado nos duelos e até a sangrar após uma entrada mais dura, acabou por perder fulgor, e as aproximações portistas à área de Gianluigi Donnarumma raramente criaram perigo real. Já em tempo de compensação, aos 90+1′, Haaland voltou a aparecer com o instinto matador intacto para selar o 0-2 final.
Cabeça erguida a pensar no Bétis
Nas bancadas esteve Jorge Jesus — a tirar notas atentas antes da sua primeira convocatória ao leme da Seleção Nacional —, testemunha de uma noite em que o FC Porto lutou com as armas que tinha, mas esbarrou no poder de fogo de uma das maiores potências do futebol mundial.
Apesar do desaire na estreia desta nova fase de liga da Champions, nada está perdido na caminhada europeia. Com pleno de vitórias na Liga portuguesa e a Supertaça já no museu, os dragões sabem que a sua verdadeira luta pelo apuramento vai passar por outros palcos: o próximo teste europeu está marcado para outubro, no terreno do Betis.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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