João Brandão dispara contra a arbitragem após empate do FC Porto B: «É claramente uma agressão»
Se estiveste atento ao duelo entre o FC Porto B e o Vizela, no Olival, percebeste logo que o apito final não ia trazer paz de espírito a ninguém. O empate a duas bolas fechou a 6.ª jornada da II Liga, mas a verdadeira tempestade desabou na sala de imprensa, onde João Brandão apontou baterias diretas à equipa de arbitragem liderada por Daniel Pinto, da AF Aveiro.
«No segundo golo é falta e há um vermelho por mostrar»
O timoneiro dos jovens dragões começou por recusar qualquer desculpa fácil para os erros próprios, mas não escondeu a indignação com decisões que considerou decisivas no desenrolar do marcador. Em causa estiveram dois momentos capitais: a jogada que deu a cambalhota temporária aos minhotos e um lance sem bola que, segundo Brandão, merecia castigo máximo.
«Têm sido jogos marcados pela arbitragem. Não nos escondemos naquilo que não fizemos e que temos de fazer, nem no défice defensivo da equipa ao longo dos últimos jogos, ao contrário de hoje, em que fomos extremamente organizados nesse momento», começou por sublinhar o treinador.
A partir daí, vieram as queixas concretas: «Isto tem sido a imagem de marca: no segundo golo, é claramente falta sobre o Duarte (Cunha). Depois, há um lance em que não consigo perceber como é que o árbitro não dá cartão vermelho ao jogador do Vizela, porque é claramente uma agressão».
Intimidação recorrente na mira do técnico
Brandão não se ficou pelos episódios deste encontro e fez questão de alargar o desabafo ao que tem visto semana após semana na II Liga. Para o técnico portista, há um padrão de dureza excessiva sobre uma equipa jovem que tem passado em claro aos olhos dos juízes.
«É algo que tem sido transversal a todos os jogos: a forma como os adversários intimidam, como podem meter as mãos na cara dos nossos jogadores, como aconteceu no último jogo em casa», lamentou, exigindo maior critério e proteção aos atletas.
Ponto insuficiente num duelo elétrico
Dentro das quatro linhas, as emoções também não faltaram. Eduardo Ferreira abriu as contas para os portistas aos 29 minutos, mas Jean-Pierre Rhyner restabeleceu a igualdade ainda antes do descanso. No segundo tempo, Bastunov colocou os vizelenses na frente aos 53′, cabendo a Duarte Cunha repor a igualdade aos 58 minutos.
O jogo marcou ainda o regresso de Gabriel Veron à competição, saltando do banco na última meia hora. Contas feitas, o empate deixa o FC Porto B com apenas 4 pontos, a sentir o desconforto dos lugares perigosos da classificação, enquanto o Vizela soma 11 pontos na perseguição aos lugares cimeiros.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
Em resposta a
Em resposta a
Em resposta a