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Alan Varela não baixa os braços no FC Porto: a corrida pelo meio-campo está bem viva

Ultrapassado por Pablo Rosario nas opções iniciais de Francesco Farioli, Alan Varela aproveitou a paragem para seleções para dar um sinal claro de vida e mostrar que a época é longa.
Alan Varela não baixa os braços no FC Porto: a corrida pelo meio-campo está bem viva
Foto: Alan Varela / FC Porto

Se estavas habituado a ver Alan Varela como o dono indiscutível da batuta no meio-campo do FC Porto, o arranque desta época deve ter-te apanhado de surpresa. O camisola 22 azul e branco perdeu espaço e viu Pablo Rosario assumir a titularidade como primeiro volante nas escolhas de Francesco Farioli. Mas engana-se quem pensa que o argentino atirou a toalha ao chão: a reação está em marcha e o recado ao técnico italiano começou a ser dado no relvado.

Perda de espaço e exibições cinzentas

A hierarquia da intermediária portista sofreu uma volta considerável desde o arranque oficial da época. Rosario convenceu Farioli logo na Supertaça e fixou-se como âncora nas jornadas da Liga, revelando grande eficácia táctica e versatilidade. Em contrapartida, Varela somou apenas duas presenças no onze inicial: na receção europeia ao Manchester City e na partida do campeonato com o Alverca.

Em nenhum desses desafios o internacional sul-americano conseguiu exibir a autoridade com bola e a intensidade defensiva a que habituara os adeptos no Dragão. Sem o mesmo ritmo e confiança, o médio acabou empurrado para o banco de suplentes na maioria dos jogos.

Sinal de retoma no teste da Corunha

A paragem para os compromissos internacionais surgiu como o intervalo perfeito para Varela respirar e colocar o motor no ponto. Enquanto Rosario viajou para representar a seleção da República Dominicana, o camisola 22 ficou a trabalhar no Olival e foi titular no jogo de preparação frente ao Deportivo da Corunha, no Estádio Riazor.

Na vitória portista por 3-1 em solo galego, Varela cumpriu os 90 minutos pela primeira vez em bastante tempo, assinou uma exibição com tração à frente e ficou a centímetros do golo num disparo aos ferros. No final, o jogador vincou a sua postura combativa: reconheceu o benefício de somar tempo de jogo completo e lembrou que a bitola no FC Porto não admite desculpas, amigável ou jogo oficial.

Calendário aperta e rotação vai entrar em ação

Com o regresso da competição à vista — a começar pela deslocação ao terreno do Marítimo — e a calendarização apertada da fase de grupos da Liga dos Campeões a entrar em velocidade de cruzeiro, Farioli precisará de todo o plantel disponível no limite.

A versatilidade de Rosario dá garantias, mas a capacidade de transporte e combate de Alan Varela continua a ser um trunfo pesado. A resposta enérgica está no terreno: agora cabe a Farioli gerir duas peças de peso que não abdicam de ser protagonistas.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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