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Do papel de bombeiro a indiscutível: como Pablo Rosario virou patrão no meio-campo do FC Porto

Com exibições de alto calibre e peso na construção ofensiva, Pablo Rosario fura a rotatividade de Francesco Farioli e deixa Alan Varela à espera no FC Porto.
Do papel de bombeiro a indiscutível: como Pablo Rosario virou patrão no meio-campo do FC Porto
Foto: Pablo Rosario / FC Porto

Se pensavas que Pablo Rosario tinha chegado ao Estádio do Dragão apenas para cumprir a função de bombeiro de serviço e tapar buracos em emergências, a vitória por 3-1 no clássico contra o Benfica tratou de varrer essa ideia para debaixo do tapete. O internacional dominicano não se limitou a cumprir o guião: tomou conta do miolo, deu ritmo ao jogo portista e provou que, mesmo com a política de rotação vincada no plantel, o seu nome começa a ser impossível de riscar do onze titular.

Muito mais do que tapar buracos

A versatilidade de Rosario sempre foi o seu melhor cartão de visita. Seja a central, a lateral-direito ou na posição de trinco puro, o jogador de 29 anos habituou adeptos e equipa técnica a um espírito de sacrifício ímpar. Só que o antigo jogador do Nice, que reencontrou Francesco Farioli na Invicta, decidiu elevar a fasquia. Além da combatividade habitual na recuperação de bola, passou a ter uma voz de comando na fase de criação ofensiva.

Os números não mentem: em nove partidas realizadas esta temporada, o camisola 13 já contabilizou duas assistências, acrescentando critério e chegada ao último terço. A leitura táctica refinada permite-lhe definir os tempos de pressão defensiva sem perder a clarividência para soltar os médios mais adiantados no terreno.

Alan Varela remetido para a sala de espera

O impacto prático deste salto qualitativo sente-se diretamente na hierarquia da equipa. Alan Varela, que parecia ter lugar cativo no vértice recuado do meio-campo azul e branco, tem sido forçado a esperar no banco de suplentes. Farioli gosta de gerir energias e rodar peças, mas a consistência que Rosario tem oferecido em partidas de grande exigência tornou o dominicano numa espécie de excepção à regra.

No clássico diante das águias, essa superioridade ficou evidente. Rosario encheu o relvado em todas as fases da partida e foi determinante na construção dos lances capitais, incluindo a jogada desenhada a partir de trás que culminou no golo de Victor Froholdt. Sem espalhafato, mas com uma autoridade impressionante, Rosario deixou de ser apenas uma opção fiável de recurso para se transformar no verdadeiro motor do líder do campeonato.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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