Futre recebe Dragão de Ouro Vintage e atira a Villas-Boas: «Pinto da Costa estará muito orgulhoso»
Se há figura capaz de levantar uma sala inteira num ápice e falar com o coração na boca, essa figura é Paulo Futre. O antigo extremo do FC Porto foi uma das grandes atrações da gala dos Dragões de Ouro ao receber a distinção «Vintage», entregue em mãos pelo eterno capitão João Pinto. Mas, mais do que o troféu pessoal, Futre aproveitou os holofotes para ligar o passado mítico ao presente do clube, deixando palavras carregadas de simbolismo dirigidas diretamente a André Villas-Boas.
«Não tenhas a mínima dúvida»
Do palco do Pavilhão Rosa Mota, o esquerdino de Viena olhou para a plateia e dirigiu-se sem rodeios ao atual presidente portista: «Acho que, não tenhas a mínima dúvida, está orgulhoso do trabalho excelente que estás a fazer», atirou Futre, referindo-se a Jorge Nuno Pinto da Costa e à liderança de André Villas-Boas. Uma declaração forte, que uniu duas eras fundamentais da história do FC Porto e arrancou aplausos estrondosos da plateia azul e branca.
Futre fez questão de frisar que a estatueta não lhe pertencia apenas a si. O antigo internacional dedicou o galardão a todo o plantel campeão europeu de 1987, que em breve celebra quatro décadas dessa epopeia, com menções sentidas a glórias que já partiram, como Fernando Gomes e José Bento.
A aposta de 1984 e o famoso Porsche amarelo
Recuando até julho de 1984, Futre lembrou o momento em que aterrou no FC Porto com apenas 18 anos, saído de Lisboa sem perspetivas de afirmação imediata. Foi aí que Pinto da Costa mudou a sua trajetória desportiva e pessoal ao garantir-lhe que seria ele «e mais dez». O esquerdino arrancou gargalhadas na sala ao recuperar uma das anedotas mais famosas dos bastidores do futebol nacional: as negociações complicadas com o bólide desportivo.
«O Presidente Pinto da Costa mudou a minha vida radicalmente. Se não fosse ele, não tinha vindo para o FC Porto e não tinha ficado com o Porsche amarelo. Era uma prenda e eu estava a roer a corda por ser amarelo. Ele estava ao meu lado e diz: ‘Ó Paulinho, o carro é muito bonito. Se quiseres, até pintas o carro de azul e até de vermelho, que não me chateio. Mas não estragues o nosso negócio por o carro ser amarelo’», recordou, bem ao seu estilo.
Gratidão e memória viva
No final do discurso, Futre agradeceu o gesto a André Villas-Boas: «Obrigado por te recordares de mim. Foi uma honra. Muito obrigado a todos os portistas e sempre força, FC Porto». Numa noite desenhada para premiar tanto os triunfos do presente como as fundações do passado, Futre provou mais uma vez que a memória e a mística das Antas continuam bem vivas na Invicta.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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