Noite de pesadelo no clássico: Rafa Márquez segura Santiago Giménez após festival de falhanços pelo México
Há noites em que a bola teima em queimar nos pés e a baliza parece encolher a cada lance. Santiago Giménez viveu precisamente esse calvário no State Farm Stadium, em Glendale (Arizona). Na pesada derrota do México frente aos Estados Unidos (3-0), no clássico da Concacaf, o avançado emprestado pelo AC Milan ao FC Porto esteve no olho do furacão: falhanços inacreditáveis, nervos à flor da pele e uma substituição debaixo de um coro ensurdecedor de assobios.
Baliza aberta e cabeça perdida no Arizona
Se acompanhaste o jogo, viste que a história podia ter sido bem diferente logo a abrir. Com apenas três minutos no relógio, Roberto Alvarado serviu o camisola nove de bandeja, mas Giménez furou o remate em zona privilegiada. O pior, contudo, estava guardado para o final do primeiro tempo: com o México já em desvantagem no marcador, o dianteiro portista surgiu solto de marcação com a baliza completamente escancarada à sua mercê, mas mandou a bola para as bancadas.
A desinspiração com a bola nos pés depressa transbordou para a atitude em campo. Visivelmente frustrado, Giménez envolveu-se numa picardia com Sebastian Berhalter e acabou em confrontos físicos com Chris Richards, central do Crystal Palace, obrigando os companheiros de equipa a intervir para travar uma batalha campal. Aos 72 minutos, a exibição cinzenta chegou ao fim e a bancada mexicana não perdoou, apupando o ponta de lança na saída para dar lugar a Armando González. Nem o próprio pai, o ex-futebolista Christian «Chaco» Giménez, aliviou as críticas nos comentários televisivos da FOX, frisando de forma crua que «o ponta de lança tem de fazer golos».
Rafa Márquez trava o alarme: «Confiamos nele»
Apesar do coro de contestações, o selecionador Rafael Márquez preferiu colocar água na fervura na sala de imprensa e assumiu uma postura protetora em relação ao seu homem de área. O técnico recordou que Giménez esteve limitado por queixas físicas nas semanas anteriores e defendeu que o jogador precisa, acima de tudo, de tempo de jogo competitivo para recuperar a melhor versão.
«Ao Santi creio que lhe faz falta ter mais minutos para estar em forma. O que queríamos aqui era dar-lhe minutos para que pudesse ganhar ritmo, já que vinha de um problema físico que o impediu de participar nos encontros anteriores», explicou Rafa Márquez aos jornalistas, rematando a blindagem ao ponta de lança: «Confiamos nele e oxalá possa ter mais oportunidades para ganhar melhor ritmo de jogo».
Com os holofotes do futebol mexicano apontados à sua falta de eficácia, Santiago Giménez recebe agora um voto de confiança crucial do seu selecionador nacional — uma mensagem tranquilizadora que também ecoa no Dragão, onde o avançado procura consolidar o seu espaço.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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