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Pablo Rosario: do clássico ao golo heróico no minuto 97 pela República Dominicana

Em grande momento no FC Porto, Pablo Rosario jogou a central e marcou no último suspiro o golo da vitória da República Dominicana frente à Nicarágua (3-2).
Pablo Rosario: do clássico ao golo heróico no minuto 97 pela República Dominicana
Foto: Pablo Rosario / FC Porto

Se viste o último clássico contra o Benfica, certamente não te esqueceste daquele corte de cabeça providencial com o nulo no marcador. Pablo Rosario tem sido um dos esteios silenciosos mas fundamentais do FC Porto de Francesco Farioli e transportou essa mesma alma competitiva para a sua seleção. Em Santiago de los Caballeros, o médio azul e branco vestiu a pele de herói improvável ao apontar, aos 97 minutos, o tento que valeu o triunfo por 3-2 sobre a Nicarágua, na jornada inaugural da Liga das Nações da CONCACAF.

Teste a central e momento de glória no Cibao FC

O encontro no Estadio Cibao FC parecia destinado à frustração para os dominicanos. A equipa da casa entrou com o pé no acelerador e construiu uma vantagem madrugadora de dois golos — apontados por Heinz Mörschel e Mariano Díaz —, mas a Nicarágua respondeu e conseguiu restabelecer a igualdade a duas bolas já perto do fecho do tempo regulamentar. Foi então que, no sétimo minuto de compensação e na sequência de uma bola parada, Rosario surgiu na área para fuzilar as redes adversárias e estrear-se a marcar ao 14.º jogo internacional.

Mais do que o instinto goleador, há um pormenor tático que não passa despercebido a quem segue o dia a dia do Dragão: Rosario alinhou durante os 90 minutos como defesa-central. Trata-se de um teste de fogo oportuno, tendo em conta que Farioli terá dores de cabeça para o embate europeu frente ao Betis, devido ao castigo de Jan Bednarek e aos problemas físicos de Nehuén Pérez. A polivalência do internacional dominicano volta a mostrar-se um trunfo precioso.

“Teve um impacto enorme na seleção”

O rendimento de Rosario nos relvados tem conquistado adeptos e companheiros de equipa. Edarlyn Reyes, extremo dominicano que atua no Arsenal de Tula, destacou precisamente essa influência imediata ao jornal O Jogo: «Está há um ano na seleção e teve um impacto enorme. Traz experiência, serenidade e capacidade para controlar o jogo, algo que nos faltava. Além da qualidade futebolística, é uma pessoa incrível e de uma humildade contagiante», sublinhou o internacional, elogiando também o facto de Pablo ter escolhido representar a pátria dos pais com o coração.

A armadura forjada nas dificuldades

O estatuto de «soldado» que conquistou rapidamente no Dragão — revelando-se um investimento de baixo custo com retorno desportivo imediato — tem raízes bem mais profundas do que os relvados. Criado nos Países Baixos por uma mãe solteira ao lado de sete irmãos, o jogador passou por privações duras na infância, entre cortes de eletricidade e a luta diária para colocar comida na mesa. Essa resiliência precoce moldou-lhe o caráter e explica a entrega sem limites com que encara cada lance, seja a travar rivais no campeonato português ou a resgatar triunfos históricos para a República Dominicana nos descontos.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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