Samu Aghehowa emociona o Dragão no regresso após 223 dias: «De volta ao lugar onde sempre quis estar»
Foram 223 dias de um autêntico calvário, mas o pesadelo de Samu Aghehowa chegou finalmente ao fim. O ponta de lança espanhol voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão no triunfo do FC Porto sobre o Benfica (3-1), a contar para a 7.ª jornada da I Liga, e foi brindado com uma ovação ensurdecedora das bancadas mal se levantou do banco de suplentes.
Uma recuperação a queimar etapas
Afastado da competição desde 9 de fevereiro, quando sofreu uma rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho direito diante do Sporting, Samu precisou de cirurgia e de meses de recuperação árdua nos bastidores do Olival. O regresso acabou por acontecer cerca de um mês antes do calendário inicialmente traçado pelos departamentos clínico e de performance dos azuis e brancos.
Lançado aos 85 minutos de jogo — no mesmo momento em que o jovem Oskar Pietuszewski também regressou às opções —, o internacional espanhol sentiu o carinho da massa associativa portista e não escondeu a emoção pelo momento.
A mensagem sentida nas redes sociais
Já no rescaldo do clássico, Samu recorreu às redes sociais para assinalar a data marcante e partilhar os sentimentos que o acompanharam ao longo deste período de ausência forçada.
«223 dias depois… de volta ao lugar onde sempre quis estar. Obrigado a Deus por me ter sustentado ao longo de todo este caminho tão difícil. Obrigado à minha família, aos meus amigos e a todos os portistas por todo o carinho e apoio que recebi durante estes meses. Toda a glória a Deus!», escreveu o camisola 9 portista.
«Fiz muitos sacrifícios que ninguém viu»
O avançado admitiu ainda que a participação frente às águias nem sequer constava dos planos originais para este fim de semana, tendo apenas tido luz verde médica de última hora: «Fiz muitos sacrifícios. Sabia que a prioridade era recuperar bem, mas se pudesse recuperar mais rápido seria melhor ainda. Não estava previsto jogar este jogo, mas correu tudo bem. A equipa médica deu luz verde e eu pude jogar.»
Depois de já ter somado 15 minutos e apontado um golo de livre no jogo-treino contra a Académica na semana anterior, a reintegração competitiva de Samu devolve ao plantel portista uma referência ofensiva crucial para a restante temporada desportiva.
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