Samu desabafa sobre o calvário da lesão que lhe roubou o Mundial: «Não conseguia ver os jogos»
Imagina estares a fazer a época da tua afirmação, a marcar golos atrás de golos no Estádio do Dragão, a bater à porta da seleção espanhola e, num estalar de dedos, tudo ruir por causa de uma lesão grave. Foi exatamente essa montanha-russa emocional que Samu Aghehowa viveu. Em conversa aberta no programa El Larguero, da Cadena SER, o avançado do FC Porto colocou as cartas na mesa e admitiu o sofrimento profundo que atravessou ao falhar o Campeonato do Mundo devido à rotura do ligamento cruzado anterior no joelho direito.
O choque e a televisão desligada no quarto
«Já passou este pesadelo. O mais importante é que volto a sentir-me futebolista», desabafou o camisola 9 portista, aliviado por ter deixado para trás largos meses de recuperação solitária. O ponta de lança não escondeu que o embate psicológico da paragem foi brutal, sobretudo pelo momento em que aconteceu.
«Antes da lesão sentia-me muito bem», confessou Samu. «Quando me deram o diagnóstico, a primeira coisa em que pensei foi no Mundial. Era uma meta que tinha traçado há muito tempo, ainda quando nem era profissional e jogava na equipa B do Granada. Ver isso tão perto e ver o sonho fugir por uma desgraça foi incrivelmente duro».
O impacto emocional foi tão violento que o internacional espanhol não conseguia sequer acompanhar a competição pelo ecrã. «Não vou mentir, não conseguia ver os jogos. Na primeira partida, a minha mãe estava a ver na sala lá em baixo e eu fechei-me no quarto lá em cima. Não aguentava. Não conseguia ver Espanha nem qualquer outro jogo. Os meus amigos combinavam vir lá a casa ver futebol e eu dizia-lhes que não podia. Só com o passar do tempo é que comecei a assimilar e passei a ver a partir do jogo contra Portugal», explicou.
A atenção de De la Fuente e a viagem a Nova Iorque
Apesar da ausência forçada dos relvados, o avançado não caiu no esquecimento da seleção do seu país. Samu fez questão de elogiar publicamente a postura do selecionador espanhol, Luis de la Fuente, que nunca cortou contacto. «Agradeço-lhe muito a preocupação que sempre demonstrou comigo. Ligou-me um par de vezes para saber como corria a recuperação e esse é um gesto que não se esquece», sublinhou o dianteiro dos azuis e brancos.
A Federação espanhola reservou-lhe ainda uma surpresa marcante, ao convidá-lo formalmente para assistir à final do torneio, em Nova Iorque. «Estava em Inglaterra, a meio do estágio de pré-época com o FC Porto, e ligaram-me logo a seguir a um treino. Fiquei nervoso, nem queria acreditar. Terem essa atenção comigo demonstra a grandeza da seleção», revelou, descrevendo ainda o balneário da La Roja com humor e humildade: «Estar naquela equipa é um privilégio tão grande que quase parece que estás a jogar Ultimate Team na PlayStation».
Com as dores e as dúvidas ultrapassadas, Samu volta a focar-se exclusivamente em faturar com a camisola dos dragões, deixando claro aos adeptos que o instinto goleador está intacto e pronto para os desafios da época.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
Em resposta a
Em resposta a
Em resposta a