Samu recorda pesadelo da lesão e exalta balneário do FC Porto: «Somos uma família e lutamos uns pelos outros»
Sete meses podem parecer uma vida inteira quando o teu habitat natural é a grande área e o cheiro a golo. Samu viveu na pele esse teste duríssimo: a rotura no ligamento cruzado do joelho direito, sofrida em fevereiro, travou-lhe uma época estrondosa e roubou-lhe a presença no Mundial 2026. Mas o pesadelo ficou para trás. Em entrevista concedida ao diário espanhol Marca, o camisola 9 portista passou em revista todo o processo de recuperação e explicou a força motriz que sustenta o balneário liderado por Francesco Farioli.
O regresso sonhado diante do Benfica
O regresso aconteceu no palco ideal: no clássico contra o Benfica, com o Estádio do Dragão em ebulição e uma vitória por 3-1 para coroar o momento. O internacional espanhol confessou que o plano inicial apontava para um regresso apenas após a pausa das seleções, mas a resposta física nas semanas anteriores antecipou a alta médica.
«Foi tudo como sonhei. Foi inexplicável. A forma como os adeptos me receberam foi incrível e nunca vou esquecer», recordou o ponta de lança, lembrando as horas solitárias de trabalho no Olival enquanto via os companheiros a competir. A superação emocional foi tremenda: «A última vez que chorei foi quando voltei a jogar, porque me senti livre. Há dias em que não sentes vontade de sair da cama, outros em que dás um passo e sentes que estás mais perto, mas no dia seguinte voltas a sentir-te pior. Agora valorizo cada momento.»
A dívida de gratidão para com Francesco Farioli
Se há figura a quem Samu faz questão de tirar o chapéu, essa figura é o técnico italiano. Numa fase em que qualquer jogador teme perder espaço e relevância após paragens prolongadas, o timoneiro dos dragões fez questão de vincar o estatuto do jovem goleador de 22 anos.
«Devo tudo ao mister Farioli. Ele sempre confiou em mim, desde o primeiro dia, mas desde a lesão que ainda confiou mais. Transmitiu-me muita confiança, encorajou-me e ajudou-me em tudo o que precisava. Não sabia se ele ia continuar a contar comigo depois da lesão, mas ele deu-me esse voto de confiança e mostrou-me o quão importante sou para ele. Nem todos os treinadores agem assim», destacou.
Concorrência feroz e espírito de grupo
O FC Porto reforçou o ataque com as chegadas de André Silva e Santiago Gimenez, o que poderia intimidar qualquer um — menos Samu. O internacional espanhol encara a presença de referências ofensivas como um catalisador de crescimento pessoal, sublinhando que é o mais jovem do trio e que tem muito a absorver no trabalho diário.
Mais do que vaidades individuais, o avançado aponta a cumplicidade do balneário como o grande motor das vitórias azuis e brancas: «O nosso segredo é sermos uma equipa. É disso que mais gosto neste grupo. Somos uma família e lutamos uns pelos outros. Com a chegada do mister Farioli, passámos a respirar outro ar e este ano também começámos bem, a ganhar todos os jogos nas competições internas.»
De joelho sarado, mente limpa e com a baliza entre os olhos, Samu deixa o aviso à navegação: «O faro não se perde. Estou certo de que vai correr tudo bem e de que não vou demorar muito até marcar o primeiro golo.»
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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