Seca de golos leva Melnichenko ao psicólogo: “Sinto uma raiva muito forte comigo mesmo”
Viver do golo é uma bênção quando a bola entra de qualquer maneira, mas transforma-se num autêntico pesadelo quando o enguiço parece colado às botas. Que o diga Trofim Melnichenko. O jovem avançado de 20 anos do FC Porto B atravessa uma seca prolongada e não teve problemas em expor a batalha mental que trava diariamente, confessando uma enorme frustração pelo momento que vive.
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As contas não mentem e pesam nos ombros do jovem ponta de lança: o último golo oficial de Melnichenko aconteceu a 29 de setembro de 2025, diante do Paços de Ferreira na Segunda Liga. Na presente época de 2026/27, o camisola 43 soma seis partidas pelos bês portistas e três internacionalizações pela Bielorrússia sem conseguir festejar.
Em declarações ao canal bielorrusso «Na banke», o internacional admitiu que a escassez o levou a procurar suporte profissional para desbloquear o problema. «Acho que só Deus sabe quando vou marcar. Neste momento, trabalho com um psicólogo em Portugal, porque percebo que alguma coisa não está bem», assumiu abertamente o jogador, que não encontra falhas na sua dedicação semanal: «Acho que estou a fazer tudo corretamente: trabalho nos treinos, seguro a bola, ganho o um contra um, remato à baliza. Para já, sinceramente, nem sei qual é a resposta para esta pergunta.»
A raiva interna e os conselhos do selecionador
A ansiedade perante a baliza é o pior inimigo de um goleador, e o próprio Melnichenko reconhece que o inconformismo comanda as suas noites. Questionado se sentia fúria perante as oportunidades desperdiçadas, o avançado portista foi taxativo: «Se sinto raiva comigo mesmo? Sim, muito forte. O Viktor Goncharenko [selecionador da Bielorrússia] acalma-me, diz-me para abordar estes momentos com mais tranquilidade, e eu percebo isso e tento encarar estes lances de cabeça fria. Há o remate, e não é fácil rematar com frieza e aproveitar esta oportunidade. E estou a tentar.»
Apesar da fase negra, o jovem bielorrusso — contratado aos quadros do Dínamo Minsk no início de 2025 — recusa atirar a toalha ao chão e mantém a convicção de que o desbloqueio está ao virar da esquina. «Comigo funciona assim: aquilo que não marquei deixa-me um pouco triste, custa-me, fico a pensar nesses momentos, mas amanhã é um novo dia. Infelizmente, para já, não está a resultar, mas eu simplesmente acredito, sei que mereço. A certa altura, a bola vai começar a sair e tudo vai correr bem», rematou.
Com mais um compromisso pela seleção bielorrussa na Liga das Nações e o regresso iminente à equipa secundária do FC Porto, Melnichenko persegue o clique redentor. No futebol, bem sabes, basta um ressalto feliz ou uma bola desviada para transformar um calvário numa avalanche de confiança.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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