Trofim Melnichenko recorre a psicólogo para quebrar enguiço de golos no FC Porto B
Quando a baliza parece encolher e a bola teima em não entrar, a cabeça de um avançado entra em curto-circuito. Que o diga Trofim Melnichenko. O ponta de lança de 20 anos do FC Porto B e da seleção da Bielorrússia assumiu publicamente que está a trabalhar com um psicólogo em Portugal para tentar debelar um bloqueio ofensivo que já começa a pesar nos ombros.
Um jejum que já dura há mais de um ano
Na sua terceira época ao serviço dos bês portistas, Melnichenko ainda não conseguiu festejar em 2026/27. Os números contam uma história dura: seis partidas disputadas na Segunda Liga e três presenças pela seleção nacional, todas sem qualquer golo anotado. Para encontrar o último festejo oficial do avançado, é preciso recuar a 29 de setembro de 2025, diante do Paços de Ferreira.
Nem mesmo na recente goleada da Bielorrússia a São Marino (4-0), a contar para a Liga das Nações, o feitiço se quebrou: Melnichenko foi titular, jogou 74 minutos e saiu sem faturar.
«Sinto uma raiva muito forte»
Em declarações sinceras ao canal bielorrusso Na banke, o dianteiro abriu o jogo e explicou a decisão de recorrer a ajuda mental especializada: «Acho que só Deus sabe quando vou marcar. Neste momento, trabalho com um psicólogo em Portugal, porque percebo que alguma coisa não está bem. Acho que estou a fazer tudo corretamente: trabalho nos treinos, seguro a bola, faço o um contra um, remato à baliza. Para já, sinceramente, nem sei qual é a resposta para esta pergunta».
A falta de pontaria tem gerado ansiedade, mas o jovem internacional assegura que tem no selecionador Viktor Goncharenko uma voz de calma para não perder o rumo: «Se sinto raiva comigo mesmo? Sim, muito forte. O selecionador acalma-me, diz-me para abordar estes momentos com mais tranquilidade, e eu percebo isso e tento encarar estes lances de cabeça fria. Há o remate, e não é fácil rematar com frieza e aproveitar esta oportunidade».
A convicção de que o enguiço vai quebrar
Apesar da travessia no deserto, Melnichenko afasta o pessimismo e recusa baixar os braços. O atacante acredita piamente que, assim que a primeira bola ultrapassar a linha, os golos vão voltar a surgir com naturalidade.
«Comigo funciona assim: o facto de não marcar deixa-me um pouco triste, custa-me, fico a pensar nesses momentos, mas amanhã é um novo dia. Não está a resultar, mas eu simplesmente acredito, sei que mereço. A certa altura, isto simplesmente vai começar a sair e tudo vai correr bem», concluiu o avançado.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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