«Vejo-me um jogador muito melhor»: Pepê explica como a polivalência o transformou no FC Porto
Se acompanhas o FC Porto com atenção, sabes perfeitamente que o Pepê que hoje pisa o relvado pouco tem a ver com o extremo puro e agitador que aterrou no Dragão em 2021, vindo do Grémio. Seis épocas volvidas, o internacional brasileiro tornou-se num dos verdadeiros cérebros operacionais da equipa e, em entrevista ao jornal O Jogo durante a pausa para os compromissos internacionais, fez questão de sublinhar esse salto competitivo: sente-se um jogador muito mais maduro, esclarecido e completo.
A lição tática da polivalência
Ao longo dos últimos anos, viste Pepê tapar buracos e assumir missões como lateral-direito, segundo avançado ou médio interior. Longe de ver essa rotação como um fardo, o camisola 11 garante que foi precisamente essa experiência em terrenos recuados que lhe abriu os olhos para a leitura do jogo coletivo.
«Para mim, o principal é a forma como comecei a entender mais o jogo, consigo ter uma leitura mais rápida do que aquilo que o jogo pede, o que cada momento pede», explicou Pepê a O Jogo. O brasileiro detalhou o processo de aprendizagem: «Acho que já ter jogado em várias posições também me ajudou bastante, como entender o momento de atacar e o momento de defender. Quando jogava em outras posições, não podia fazer as coisas que fazia a jogar como extremo, então em cada setor do campo não podemos fazer exatamente a mesma coisa. Com isso, comecei a entender melhor o jogo. Vejo-me um jogador muito melhor e mais completo do que aquele que era quando cheguei».
A exigência diária com Francesco Farioli
Na presente campanha, Pepê continua a ser uma das peças-chave da manobra portista. A intensidade da pressão alta e a vertigem do futebol desenhado por Francesco Farioli assentam-lhe como uma luva, e o camisola 11 não poupou rasgados elogios à metodologia do treinador italiano.
«Já aprendi muita coisa, a exigência dele é muito grande», sublinhou o internacional canarinho. «A pressão, estar sempre vivo durante o jogo, querer estar sempre em cima do adversário, são coisas que nos motivam ainda mais para podermos continuar a evoluir. A ambição dele de querer sempre vencer, independentemente do jogo que for, é algo muito bom. Ele nunca está acomodado, procura sempre evoluir e melhorar, principalmente aquilo que fazemos de errado».
Marca redonda à espreita e juras de amor à Invicta
Com cinco assistências já somadas nesta temporada, Pepê está prestes a alcançar um registo notável: o jogo número 250 de dragão ao peito. Um número simbólico que o cimenta como o sexto futebolista estrangeiro com mais partidas disputadas na história do FC Porto, um feito que o próprio admite ultrapassar as melhores expetativas com que chegou a Portugal.
Com raízes bem assentes na cidade, onde nasceram os seus filhos, Pepê não esconde que veria com muito bons olhos uma renovação de contrato: «O FC Porto é a minha vida. Para mim seria excelente renovar, amo este clube e esta cidade». O foco imediato, esse, mantém-se inalterado: continuar a alimentar a fome de títulos dos dragões jogo após jogo.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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