Mais bola a rolar: 2.ª jornada da Liga bate recorde de tempo útil desde 2012/13
Se andas farto de ver jogos interrompidos por qualquer toque e com jogadores no chão a queimar minutos, os números da 2.ª jornada da Liga trazem motivos para respirar de alívio. A principal divisão do futebol português atingiu uma média de 57,49 minutos de tempo útil de jogo, o registo mais elevado desde a época 2012/13 e o segundo melhor de sempre desde que existem dados oficiais.
Mais jogo corrido e menos paragens
O crescimento já se tinha feito notar na ronda inaugural (com 56,14 minutos), mas a segunda jornada consolidou a subida. No topo dos encontros com menos paragens esteve o duelo entre o Famalicão e o Marítimo, que chegou aos 61,50 minutos jogados. Seguiram-se o Rio Ave-FC Porto (60,29 minutos) e o Arouca-Moreirense (60,25 minutos), ambos a ultrapassar a fasquia da hora de futebol efetivo.
No segundo escalão, a tendência também foi positiva, com a jornada a fechar com uma média de 52,02 minutos. O encontro entre Portimonense e Vizela liderou a tabela da prova (56,49 minutos), seguido de perto pelo FC Porto B-Farense (56,48) e pelo Sporting B-Chaves (54,50).
Liga aplaude critério dos árbitros
Este salto estatístico foi destacado por Paulo Costa, diretor executivo da Liga Portugal, que fez questão de valorizar a postura das equipas de arbitragem dentro de campo. Para o dirigente, os números refletem não só as recentes diretrizes e alterações às leis da International Football Association Board (IFAB), mas sobretudo a vontade de deixar o jogo fluir e combater as faltas cirúrgicas.
«É de toda a justiça sublinhar a nova abordagem das equipas de arbitragem à condução dos jogos dos campeonatos profissionais, que vai muito além da introdução das novas regras do IFAB», apontou Paulo Costa, vincando que estes são «excelentes sinais» para a meta traçada pelo organismo: valorizar o espetáculo e o produto futebol.
O responsável da Liga deixou ainda um repto para que clubes, treinadores e comunicação social acompanhem esta dinâmica, reduzindo o espaço para o antijogo e premiando a intensidade competitiva dentro das quatro linhas.
Baseado em: maisfutebol.iol.pt
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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