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Metade Aliados, metade em branco: o quadro de Farioli à entrada do Olival para combater a barriga cheia

Francesco Farioli não quer facilitismos no FC Porto e revelou a imagem simbólica que colocou no centro de treinos para lembrar ao plantel que o passado não ganha jogos.
Metade Aliados, metade em branco: o quadro de Farioli à entrada do Olival para combater a barriga cheia
Foto: Francesco Farioli / Porto Canal

Se pensavas que o regresso aos títulos ia deixar o FC Porto a descansar à sombra da bananeira, desengana-te. Francesco Farioli fez questão de travar qualquer sintoma de barriga cheia logo à porta de entrada e recorreu a um lembrete visual contundente. Quem cruza os corredores do Centro de Treinos Jorge Costa, no Olival, depara-se com uma moldura invulgar: o lado esquerdo eterniza a loucura dos festejos na Avenida dos Aliados, mas o lado direito está completamente em branco.

Uma página limpa para escrever de novo

A revelação foi feita pelo técnico italiano numa entrevista ao Opta Analyst. Em vez de encher as paredes com medalhas e taças para alimentar a vaidade, Farioli quis cravar na cabeça dos jogadores que o sucesso de ontem não garante rigorosamente nada hoje.

«Quis colocar uma fotografia das celebrações do título dividida ao meio. Uma metade mostra a Avenida dos Aliados, onde festejámos, e a outra metade está em branco. Quis que ficasse bem claro para todos que, embora venhamos de uma época com recordações muito bonitas, assim que voltamos a entrar no edifício começa a escrever-se uma nova história, com novas dificuldades e desafios», explicou o treinador dos dragões.

«Os troféus já estão no museu»

Com a exigência redobrada da nova época e o regresso aos grandes palcos da Liga dos Campeões, o técnico portista recusa facilitismos. Farioli destacou o compromisso do balneário logo na pré-época, garantindo que a atitude competitiva não esmoreceu.

«Infelizmente, as boas memórias já estão distantes da nossa realidade. Todos regressámos no verão com o estômago vazio e com vontade de recomeçar. Os jogadores voltaram até em melhor forma do que quando saíram», sublinhou, antes de deixar a máxima que dita o rumo de trabalho no Olival: «Os troféus já estão no museu e agora é tempo de seguir em frente e procurar mais. Aqui é muito simples: não há outra maneira senão tentar trabalhar mais do que os outros.»

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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