O dia em que a Luz tremeu: há 30 anos, o FC Porto aplicava um 5-0 histórico ao Benfica
Se andas pelo futebol há tempo suficiente ou tens o hábito de ouvir as conversas de bancada dos mais velhos, sabes perfeitamente que o dia 18 de setembro de 1996 não é uma data qualquer. Faz hoje exatamente 30 anos que o Estádio da Luz foi palco de um autêntico sismo desportivo. Numa época em que os dragões caminhavam para a hegemonia que culminou no inédito pentacampeonato, a equipa portista foi à capital aplicar um humilhante 0-5 ao rival e levantar a Supertaça Cândido de Oliveira.
A cartada de Oliveira: Jardel no banco e vertigem nas alas
Depois de um triunfo tangencial por 1-0 nas Antas na primeira mão, esperava-se uma resposta forte do Benfica de Paulo Autuori na Luz. No entanto, quem deu a primeira lição tática foi António Oliveira. O técnico dos azuis e brancos surpreendeu tudo e todos ao deixar o temível goleador Mário Jardel no banco de suplentes, apostando num modelo talhado para ferir os encarnados através da transição rápida e da velocidade.
A aposta correu na perfeição. Com homens velozes e vertiginosos na frente, o ataque portista começou a desmantelar a estrutura defensiva das águias a um ritmo avassalador. Artur e Edmilson foram os primeiros a furar a baliza defendida pelo conceituado Michel Preud’homme, abrindo um fosso que congelou as bancadas lisboetas logo no primeiro tempo.
O rolo compressor que não teve piedade
Se o Benfica tentou reagir, o regresso dos balneários serviu apenas para transformar um desaire numa das piores pesadelos da história do clube da Luz. Jorge Costa subiu à área para faturar, Arnold Wetl juntou o seu nome à lista dos marcadores e Ljubinko Drulovic fechou a contagem com o quinto golo da noite. O agregado de 6-0 na eliminatória conferia contornos épicos à conquista.
O descalabro foi de tal ordem que as bancadas começaram a esvaziar muito antes do apito final, num ambiente de incredulidade absoluta entre os benfiquistas e de apoteose para o contingente que viajou do Norte.
Três décadas depois, a memória continua bem viva
Trinta anos volvidos sobre aquela quarta-feira chuvosa de futebol, a goleada continua a alimentar o imaginário dos adeptos. Batizada na altura pela imprensa como “o terramoto”, a exibição é agora revisitada pelo próprio Edmilson nas páginas de O Jogo, simbolizando o apogeu da força anímica e da eficácia que definiu o FC Porto dos anos 90. Para os portistas, o 0-5 da velha Luz transformou-se num cântico intemporal; para o Benfica, ficou como uma das maiores cicatrizes de orgulho de que há memória nos clássicos do futebol português.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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