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Plantel fechado e teste de fogo à porta: como Farioli prepara a maratona do FC Porto

Com Chris Smalling a fechar as opções para o eixo defensivo, Francesco Farioli tem duas alternativas por posição para enfrentar um ciclo de seis jogos em três semanas.
Plantel fechado e teste de fogo à porta: como Farioli prepara a maratona do FC Porto
Foto: Francesco Farioli / FC Porto

Se estavas à espera de ver até onde vai a fibra deste FC Porto de Francesco Farioli, senta-te confortavelmente porque o teste vai começar agora. A contratação relâmpago de Chris Smalling como jogador livre veio colocar a última pedra na muralha azul e branca, garantindo ao técnico italiano aquilo que qualquer treinador deseja antes de um vendaval: pelo menos duas soluções por posição. E a verdade é que o calendário não vai dar descanso.

Outubro não perdoa: seis jogos em três semanas

Acabaram as pausas e as semanas tranquilas de treino no Olival. O FC Porto entra a todo o gás num ciclo de alta densidade competitiva que junta três frentes: campeonato, Liga dos Campeões e Taça da Liga. São seis encontros no espaço de cerca de três semanas, a começar pela visita ao terreno do Marítimo para a I Liga, antes de duelos de peso europeu frente ao Real Betis e ao PSV Eindhoven, intercalados com o compromisso da Taça da Liga contra o Académico de Viseu e novas rondas para o campeonato.

Em períodos assim, as rotações deixam de ser um capricho e passam a ser uma necessidade de sobrevivência física. Ninguém aguenta 90 minutos de quatro em quatro dias sem perder intensidade no modelo de pressão e dinâmica que Farioli exige da equipa. É aqui que a profundidade do balneário vai ser posta à prova.

A peça que faltava no puzzle de Farioli

A chegada do veterano inglês de 36 anos não surgiu por mero acaso. Entre as queixas físicas persistentes de Nehuén Pérez e castigos no setor recuado nas provas da UEFA, Farioli precisava de músculo, estampa aérea e, acima de tudo, tarimba competitiva imediata. Smalling já somou os primeiros minutos no ensaio frente ao Deportivo da Corunha e mostrou que não veio para fazer turismo na Invicta.

Com o eixo central recomposto, as alas dobradas e soluções jovens prontas a morder os calcanhares aos titulares — como se viu recentemente com a integração de peças como Souza e Gabriel Mec nos planos principais —, o plantel portista apresenta uma almofada de segurança que poucos rivais conseguem igualar neste arranque de época.

Hora de provar o valor de todo o grupo

Liderar a corrida na Liga dá conforto, mas André Villas-Boas e a estrutura técnica sabem bem que os títulos se constroem na forma como se gerem as semanas de aperto. Jogos de menor cartaz na Taça da Liga ou viagens difíceis a meio da semana exigem que a chamada “segunda linha” responda ao mesmo nível dos indiscutíveis. A responsabilidade agora recai sobre a gestão clínica e tática de Farioli: tem o leque completo nas mãos, resta saber se o vai reger sem desafinar.

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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