«Resta-lhes habituarem-se»: FC Porto explode contra suspeitas da PJ e avisa quem o quer calado
Se achavas que a antecâmara do Clássico ia passar ao lado da fervura habitual dos bastidores, desengana-te. O FC Porto emitiu este domingo um comunicado demolidor para desmentir, ponto por ponto, as notícias que davam conta de que o clube estaria sob a mira da Polícia Judiciária por alegadas tentativas de condicionar a arbitragem portuguesa. A mensagem da Invicta foi clara: quem esperava silêncio vai ter de levar com barulho.
«Não é informação, é hostilidade»: os dragões ao ataque
Na origem da fúria azul e branca estiveram notícias e rodapés televisivos que colocavam o clube como alvo de investigações da Judiciária, alegadamente na sequência de queixas relacionadas com nomeações de árbitros — processo que teve início após as denúncias de Duarte Gomes e que corre termos no DCIAP. Em causa estariam supostas pressões portistas em janeiro em torno da escolha de Fábio Veríssimo para o Clássico da Taça de Portugal frente ao Benfica.
A resposta dos dragões não poupou nas palavras e visou diretamente quem fez circular essas acusações. «O FC Porto foi ontem alvo de uma tentativa tão fraca quanto grave de o colocar sob suspeita num processo em que não está envolvido», começa por sublinhar o comunicado, apontando o dedo a «rodapés televisivos cuidadosamente fabricados». O clube vinca que nunca nomeou nem interfere nas decisões do Conselho de Arbitragem e que a tomada de posição pública em janeiro não passou do exercício legítimo de contestação institucional a que tinha direito.
Timing suspeito antes do Clássico com o Benfica
Como não podia deixar de ser na bancada portuguesa, o timing das notícias gerou revolta no Dragão. Com a visita à Luz na 7.ª jornada no horizonte, o FC Porto apontou baterias àquilo que classificou como «velhos reflexos em determinadas redações centralistas». Para os responsáveis portistas, quem sempre alertou e exigiu a suspensão temporária do presidente do Conselho de Arbitragem não pode agora ser empurrado para o banco dos réus.
O clube aproveitou ainda para passar a pente fino o arranque do campeonato, lembrando que, nas primeiras seis rondas da Liga, apenas os jogos contra Rio Ave e Arouca «ficaram livres de qualquer incidente de arbitragem com prejuízo» para a equipa. O diagnóstico portista é de que o prejuízo tem sido regular e com endereço fixo.
Aviso legal e garantia de que a voz não vai calar
Para fechar a porta a qualquer dúvida, a estrutura portista anunciou que está a avaliar os passos dados e «adotará todas as medidas que se revelem necessárias e adequadas» nos tribunais para defender a imagem e a reputação do clube.
O aviso final foi direcionado a todos os que preferiam ver o Dragão acanhado: «Continuaremos a falar. Continuaremos a questionar. Continuaremos a denunciar aquilo que consideramos errado (…) Aos que preferiam um FC Porto calado, resta-lhes habituarem-se. O escândalo não está no FC Porto. O escândalo está em conhecer a verdade e, mesmo assim, escolher contar o contrário». Resta saber como vai soar esta guerra aberta dentro das quatro linhas já no próximo fim de semana.
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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