Salários dos jogadores do FC Porto subiram 18 milhões num ano e já pesam 71 milhões
O FC Porto gastou 102,6 milhões de euros com pessoal em 2025/26. É mais 20,7 milhões do que na época anterior, um salto de 25%, e representa 57% de todos os custos operacionais da SAD. O relatório e contas explica onde foi parar o dinheiro.
Jogadores e treinadores: mais 18 milhões
A rubrica que mais cresceu foi a das remunerações de atletas e técnicos: passou de 53,0 para 70,9 milhões de euros. O documento atribui a subida à «forte aposta desportiva» da época, com os salários dos reforços de verão, os prémios de desempenho pelo título e, em menor escala, o maior peso da formação e do futebol feminino. Os encargos sociais sobre salários subiram em proporção, de 6,6 para 8,1 milhões.
Há ainda uma linha discreta mas pesada: 5,6 milhões de euros em indemnizações, contra 3,0 milhões no ano anterior. O relatório diz apenas que se trata, essencialmente, de «rescisões contratuais de atletas e técnicos».
O resto da casa
Os salários dos restantes trabalhadores, fora do futebol, custaram 14,3 milhões de euros, um aumento modesto. O grupo tinha em média 676 pessoas ao serviço, mais 48 do que em 2024/25. Os órgãos sociais de todas as empresas do grupo custaram 657 mil euros, um valor praticamente igual ao do ano anterior.
Para lá dos salários, os fornecimentos e serviços externos cresceram 19%, para 55,8 milhões, por causa do maior número de jogos, das deslocações, da segurança e da operação de hospitalidade. Em sentido contrário, a SAD não teve este ano a multa de 750 mil euros que a UEFA lhe aplicou em 2024/25.
Com receitas operacionais de 150,3 milhões e custos de 180 milhões, a conta antes de transferências de jogadores fechou 30 milhões no vermelho. Foram as vendas de passes, com um resultado de 55,9 milhões, que evitaram um prejuízo maior.
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