Três amarelos no bolso e um vermelho confirmado: Pedro Henriques passa a pente fino a arbitragem do clássico
O clássico entre o FC Porto e o Benfica acabou com festa azul e branca e um 3-1 no marcador, mas a conversa de bancada — como já calculavas — não ficou pelo resultado. As decisões do árbitro Miguel Nogueira continuam debaixo de fogo e o antigo juiz Pedro Henriques puxou da fita métrica no programa Sem Falta, da Rádio Observador, e na análise para A Bola, para dissecar a gestão disciplinar do encontro.
Lenglet bem expulso e amarelo ajustado a Veiga
O lance que mudou a história do jogo deu-se à passagem dos 35 minutos, quando Clément Lenglet, já amarelado, cometeu falta sobre André Silva e viu a segunda advertência. Para Pedro Henriques, não há qualquer dúvida: o central francês do Benfica cometeu uma ingenuidade imperdoável para alguém da sua rodagem e o segundo amarelo é indiscutível, confirmando o acerto do árbitro na ordem de expulsão.
Antes disso, logo aos cinco minutos, as bancadas e as redes já tinham fervido com uma entrada dura de Gabri Veiga sobre Alexander Bah. Enquanto muitos pediam o vermelho direto, Pedro Henriques deu nota positiva à sanção adotada pelo juiz da partida, explicando que o amarelo foi a decisão correta tendo em conta o ponto de contacto, o trajeto e a intensidade da jogada.
Os três cartões que ficaram por mostrar ao FC Porto
A grande pecha de Miguel Nogueira, segundo o antigo árbitro internacional, esteve na falta de consistência disciplinar. Pedro Henriques foi taxativo e identificou três lances em que jogadores do FC Porto deveriam ter sido punidos com cartão amarelo e escaparam sem castigo:
- Alberto Costa (34′): no lance em que trava Gianluca Prestianni com uma carga de braço esquerdo, o lateral portista devia ter visto a cartolina amarela.
- Jakub Kiwior (45+1′): o empurrão do central polaco nas costas de Bah, fora da grande área, também justificava sanção disciplinar clara.
- Samu (90+3′): já nos instantes finais do clássico, o comportamento antidesportivo do ponta de lança portista sobre o lateral encarnado era merecedor de amarelo.
Dualidade no Dragão deixa marcas
Apesar de validar a expulsão de Lenglet e de afastar o vermelho direto a Gabri Veiga, Pedro Henriques atribuiu nota 5 ao árbitro, sublinhando que a gestão do jogo pecou pelo critério permissivo em infrações idênticas cometidas pelos homens da casa. Num clássico de alta voltagem, os detalhes disciplinares pesam — e, desta vez, três cartões ficaram mesmo esquecidos no bolso de Miguel Nogueira.
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