Três épocas, três Bolas de Prata: Jackson Martínez e a dança que marcou uma era no Dragão
Se fechares os olhos e pensares num ponta de lança completo, daqueles que não precisavam de espaço para desmontar uma linha defensiva inteira, é quase impossível não te lembrares de Jackson Martínez. O antigo internacional colombiano celebra o seu aniversário e a data é o pretexto perfeito para puxar a fita atrás e revisitar a passagem de um dos camisolas 9 mais refinados e implacáveis que já pisaram o relvado do Estádio do Dragão.
Três temporadas a ditar leis no campeonato
Contratado no verão de 2012 aos mexicanos do Jaguares de Chiapas, Jackson chegava com a espinhosa missão de suceder a referências pesadas do ataque azul e branco. A resposta foi imediata e categórica logo na estreia oficial, ao marcar o golo decisivo da conquista da Supertaça. A partir daí, o ritmo do «Cha Cha Cha» embalou o ataque portista com uma consistência raríssima de encontrar.
Em três temporadas consecutivas no futebol português, o ponta de lança colombiano não deu hipóteses à concorrência interna. Sagrou-se o melhor marcador do campeonato em todas as épocas de dragão ao peito: apontou 26 golos em 2012/13, 20 em 2013/14 e 21 em 2014/15. Uma hegemonia absoluta coroada com a conquista do título nacional de 2012/13 e de duas edições da Supertaça Cândido de Oliveira.
Frieza nos números, arte na execução
O registo final de Jackson Martínez com a camisola do FC Porto impressiona qualquer adepto: foram 136 partidas oficiais, 92 remates certeiros e 9 assistências. Estamos a falar de um rendimento que roçou os 0,7 golos por jogo durante três anos ao mais alto nível.
Mas o impacto de Jackson ia muito além da frieza estatística. O colombiano combinava uma impulsão invulgar com uma elasticidade técnica que transformava lances perdidos em obras de arte. Quem esteve nas bancadas não esquece o golo acrobático de calcanhar frente ao Sporting no Dragão, os chapéus medidos ao milímetro com qualquer um dos pés ou a noite memorável frente ao Bayern de Munique nos quartos de final da Liga dos Campeões. Jackson jogava de costas para a baliza, segurava a equipa em momentos de pressão e decidia quando a bola queimava.
Um lugar intocável na memória azul e branca
A transferência para o Atlético de Madrid em 2015 por 35 milhões de euros encerrou o seu capítulo no Dragão. Mais tarde, as lesões graves no tornozelo acabaram por travar o que tinha tudo para ser uma trajetória ainda mais brilhante na Europa, embora os adeptos portugueses ainda tenham tido a oportunidade de testemunhar a sua classe e espírito de sacrifício ao serviço do Portimonense.
Para quem o viu no auge com a camisola azul e branca, resta o sentimento de orgulho por ter visto de perto um avançado de classe mundial. Parabéns, Jackson!
No auge era… intratável 🤯
‘𝐂𝐡𝐚 𝐂𝐡𝐚 𝐂𝐡𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐞𝐳’ 🕺🇨🇴 Jackson Martinez com a nossa camisola:
👕 136 Jogos
⚽️ 92 Golos
🅰️ 9 Assistências
🏆 x1 Liga Portugal
🏆 x2 Supertaça Cândido OliveiraMuitos Parabéns, Jackson Martinez! 💙🇨🇴🤩
— fcporto_.fas (@fcportofas19) 3 de Outubro, 2026 12:59
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas
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