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Villas-Boas elogia impacto de Jorge Jesus em Portugal: «Radicalmente diferente do selecionador anterior»

No dia em que o FC Porto celebra 133 anos, André Villas-Boas abordou o início de ciclo de Jorge Jesus na Seleção Nacional, elogiou o corte de estilo e desejou sucessos ao antigo rival.
Villas-Boas elogia impacto de Jorge Jesus em Portugal: «Radicalmente diferente do selecionador anterior»
Foto: Jorge Jesus / FPF

Em dia de festa pelos 133 anos de história do FC Porto, André Villas-Boas não fintou as perguntas sobre a atualidade futebolística nacional. O presidente dos dragões debruçou-se sobre o arranque de Jorge Jesus ao comando da seleção portuguesa e colocou o dedo na ferida: há uma transformação profunda na liderança e na identidade da equipa das quinas.

Rutura tática e comunicacional no balneário

Depois de assistir às primeiras partidas de Jesus na Liga das Nações, carimbadas com um triunfo frente à Noruega, Villas-Boas explicou que o novo timoneiro está a impor o seu cunho num contexto que requer adaptação. «É um ambientar-se ao que é o universo da Seleção Nacional, os seus jogadores, todas as suas condicionantes, ter mais tempo para treinar, ou seja, ter um espaço de tempo que lhe permite também implementar o seu método, que é único», analisou o dirigente.

O líder portista não hesitou em vincar o contraste com o ciclo imediatamente anterior: «As suas equipas sempre jogaram bem, a liderança, as suas formas de comunicar, tudo isto é radicalmente diferente do Selecionador anterior. Acho que os jogadores estão a aderir às suas ideias, ontem tiveram uma vitória importante e isso é o curso natural da implementação dos seus princípios de jogo».

Rivalidade antiga dá lugar a reconhecimento de topo

Se acompanhaste o futebol nacional na época 2010/11, lembras-te perfeitamente dos duelos escaldantes entre ambos, quando Villas-Boas orientava o FC Porto e Jorge Jesus comandava o rival da Luz. Anos mais tarde, a rivalidade de banco deu lugar a uma avaliação lúcida e elogiosa sobre a chegada do técnico à chefia da formação nacional.

«Não há ninguém que sinta tanto um crescimento da sua carreira e o culminar da sua carreira como Selecionador Nacional como o Jorge Jesus. Era algo que ele ambicionava e que abraçou, acho que é o culminar, o ponto mais alto da sua carreira, como o próprio referiu, e acho que esse é um espírito digno que devemos honrar e dignificar», destacou o líder dos azuis e brancos.

Para rematar, André Villas-Boas garantiu apoio incondicional à caminhada da seleção: «Desejo-lhe a maior sorte do mundo, a maior sorte da seleção portuguesa é a sorte também do país e a emoção que gera nas pessoas e em nós, portugueses. Quero que tenha muito sucesso, como já tem tido».

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do Super Portistas

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